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A EVIDENTE POBREZA DE NOSSO ESPORTE OLÍMPICO

 
             Com 26 estados e um Distrito Federal, o esporte olímpico brasileiro ainda se concentra nas regiões mais ricas do país.

            A mais recente prova dessa realidade é a fortíssima participação de atletas do Rio de Janeiro e de São Paulo nas delegações de atletismo ao Campeonato Mundial, que termina neste domingo, e na equipe de natação que vai aos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro.

         Rio de Janeiro e São Paulo dominam as delegações com tal facilidade, a ponto de, no atletismo, dos 29 atletas que estão no Mundial da Coreia do Sul, 25 pertencem a equipes paulistas.

         Rio Grande do Norte, Brasília e Santa Catarina participam apenas com um atleta cada estado.

Natação

            A natação, por sua vez, formou a delegação para o Pan-Americano de Guadalajara com atletas de apenas três estados: Rio, São Paulo e Minas Gerais.

        A pobreza na modalidade espalha-se pelas demais unidades da Federação. Vergonha!

            Com esta realidade, prova-se que há um enorme desperdício de talentos, devido à falta de uma política de esporte no país.

            Porque, quanto mais concentrado for a prática de uma determinada modalidade, menor a chance de se fazer uma seleção altamente competitiva, pois corres-se o risco de alijar competidores de outros estados, que não cresceram no ranking pela falta de oportunidades, decorrentes da ausências de políticas específicas para o esporte.

            Mas que não se diga que isso ocorre pela falta de recursos financeiros. Absolutamente! Dinheiro há muito, insisto, mas não temos gestores competentes nem um Ministério interessado em mudar esta realidade.

            O interesse ministerial com as questões do futebol é mais explícito, inclusive exibindo relações suspeitas com cartolas sindicais. Porque futebol e política têm tudo a ver. Principalmente na época da eleição e das contribuições para as caixinhas partidárias.

Blog do José da Cruz às 18h11- 3/9/2011

 

 

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