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NA DIREÇÃO

 

Outro dia saindo de casa com o carro, logo à minha frente estava um New Beatle. Coincidentemente, até certo ponto do trajeto, seguimos pelas mesmas ruas – foram dez manobras para a direita ou para a esquerda. Mas o que chamou minha atenção não foi o fato de fazermos o mesmo caminho. O motorista fez todas as conversões sem usar uma única vez a indicação de conversão, as famosas setas para a direita ou para a esquerda.

Por vezes achamos que não temos condições de prestar auxílio ou oferecer algo às pessoas. Talvez por não saber mesmo o que fazer ou por pura falta de decisão e até mesmo de vontade. Quantas atitudes estão ao nosso alcance e ficamos adiando tomá-las ou sequer entendemos o valor que elas possuem?

É aquela roupa que compramos por puro impulso e está amarelando lá no armário… É aquele alimento guardado em algum canto da cozinha com o prazo de validade quase vencido e que até agora não foi consumido (e nem vai ser)… E as “lembrancinhas” que compramos e nem chegamos a entregar pela falta de tempo?

Penso que precisamos ser mais objetivos nesta situação. Na grande maioria das vezes fazer algo por alguém é, simplesmente, fazer a parte que nos cabe. É assumir as nossas responsabilidades e deixar que os outros assumam as suas. Alguém pode achar que isso é viver de um jeito fechado, olhando para o próprio umbigo, sem querer depender de ninguém.

Naquele dia em que saí de casa, se o rapaz tivesse indicado as conversões que tinha necessidade de fazer, teria oferecido a mim e a outros tantos, um pouco mais de segurança no trânsito.

Faça o que lhe cabe. E saiba que muita coisa pode mudar à sua volta.

E se você teve a paciência de ler até aqui, só quero falar mais uma coisa: tenha um Feliz Natal e um super Ano Novo!!!
                                                                            Brás G. Antoniassi, São Paulo – SP.

Um comentário para “NA DIREÇÃO”

  1. O ato de dar a “seta” para fazer uma conversão é simples comunicação. Algumas pessoas possuem dificuldades em se comunicar, sobretudo em momentos de expressão coletiva.

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