Cidadania no ar
Busca:

Esportes

« Posts Mais Antigos« Posts Mais Antigos

RICARDO GOMES FEZ O VASCÃO CAMPEÃO

quinta-feira, 9 de junho de 2011

 

 O tempo é o senhor da razão. Pelo visto, o problema do São Paulo não era Muricy, nem Ricardo Gomes. Aliás, será que tinha problema ou arrogância? Muricy foi tricampeão brasileiro. Gomes foi terceiro no Brasileirão e semi da Libertadores. O são-paulino está mal acostumado. Mas, aos poucos vai caindo na real, vendo a Libertadores pela TV e outros clubes disputando finais, com Muricy e Ricardo Gomes.

Vou relembrar pela enésima vez.

Gomes pegou o São Paulo na 16 posição, com grupo rachado. Disputou o título mesmo sem três titulares suspensos pelo STJD: Borges, Dagoberto e Jean. Defendeu a liderança contra o Botafogo, no Engenhão, sem Hugo e André Dias. No jogo anterior, os dois se estapiaram no Morumbi. Jobson aproveitou a ausência na zaga. Mesmo desfalcado, conquistou a vaga da Libertadores, coisa que para o corneta arrogante é fácil. Chegou na semifinal da Libertadores, foi eliminado ganhando do campeão. Perdeu a vaga no critério do “gol fora”, aliás um gol totalmente sem querer. Pela primeira vez, o Tricolor foi eliminado da Libertadores e saiu aplaudido. Hoje, Gomes ganhou a Copa do Brasil pelo critério do “gol fora”. Futebol mata-mata é assim mesmo.

Foi mais um título do Ricardo Gomes, campeão no PSG, Bordeaux, Vitória e Vasco.

Parabéns, detesto injustiça. Foi assim com Telê, Cerezzo, Dunga, Muricy, Ronaldo…

No início do ano, o Vasco era motivo de chacota no Rio. Gomes chegou, levou o time à decisão da Taça Rio. Perdeu nos pênaltis, coisa que não depende do técnico. Ganhou a Copa do Brasil no Couto Pereira, contra uma equipe duríssima que goleou o Verdão do Felipão, a melhor defesa do Paulistão.

A decisão no Couto Pereira foi espetacular.

Qualquer um poderia ter vencido. O imponderável é inerente ao esporte, apesar dos cornetas não aceitarem o destino. Ainda mais no mata-mata, onde nem sempre ganha o melhor. O trabalho do técnico é coroado pelo título, mas a avaliação independe do título. Não é porque Baggio perde o pênalti que Parreira será besta ou bestial. Muricy, Gomes e Marcelo Oliveira fizeram um excelente trabalho neste semestre, ganhando ou perdendo o título. O importante é chegar lá, estar sempre decidindo títulos, sendo protagonista, não coadjuvante. Ganhar ou perder faz parte do jogo. Duro é nem disputar os títulos.

O Coritiba poderia ter vencido, perdeu. Faz parte. Não existe culpado.

O Coxa entrou rasgando. Foram dez minutos de abafa total. O Vasco achou um gol, no seu primeiro ataque. Aos 12′, Diego Souza fez belo passe, Eder Luis cruzou, Alecsandro marcou. O Coritiba sentiu o golpe, ficou nervoso, demorou, mas reagiu. Aos 29′, Bill empatou. O time cresceu e virou. Aos 44′, Rafinha recebeu sózinho na área, bateu, Prass defendeu, Davi marcou.

A virada foi merecida.

No intervalo, Gomes inverteu o lado do Eder Luis. Deu resultado. Aos 12′, Eder Luis marcou na falha de Edson Bastos. O Vasco respirou, mas não muito. Marcelo Oliveira colocou Marcos Aurélio e foi para o tudo ou nada. Deu resultado. Aos 21′, Willian pegou o rebote sózinho e bateu. Golaço. O jogo virou teste para cardíaco. Sensacional.

Faltando 15 minutos Gomes tirou Diego Souza e Felipe, cansados, colocou Jumar e Bernardo. Aumentou a marcação e colocou fôlego no ataque. Bernardo quase empatou. Bela partida do Felipe. Foi o melhor em campo. Sálvio Spínola também fez uma bela arbitragem, numa partida dificílima, repleta de frescura dos dois lados, todo mundo chorando e querendo apitar. Sálvio tirou de letra, afinal era o mais experiente na partida.  Apitou o fim de jogo com 5′ de acréscimos e muitos torcedores enfartados.

Vascão é campeão. Parabéns. O time foi guerreiro.

Blog do Fernando Sampaio 9/junho/2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A COPA DO MUNDO NO BRASIL NÃO VAI DAR VEXAME. ELA JÁ É UMA VERGONHA!

 

itaquerãoA falência da Copa. Nunca se esqueça que o Itaquerão é a terceira opção paulista para a Copa de 2014. Quando a CBF anunciou que o Morumbi estava fora, no dia seguinte à derrota para Fábio Koff e Juvêncio na eleição do clube dos 13, o que disse foi que São Paulo ergueria um estádio em Pirituba. Ricardo Teixeira apostou nisso e quebrou a cara.

Sabendo que o presidente Lula gostaria de ter um estádio do Corinthians, construído pela Odebrecht, o Comitê da Copa apostou nessa alternativa. O anúncio veio em 31 de agosto. Itaquera seria a abertura do Mundial. Lula queria o estádio do Corinthians, não da Copa. Teixeira queria o estádio da copa, dane-se o Corinthians!

Nesta semana, o Corinthians pediu dinheiro para o governo do Estado que, sabiamente, disse “Não!” faltam três anos para a copa. O estádio da abertura não existe e está claro que não se sabe de onde virá o dinheiro para fazer a obra. Não há, na história dos Mundiais, abertura sem palco definido três anos antes de acontecer. O governo estadual está certo.

Errados estão o Comitê da Copa, o ministro dos esportes e o governo federal, que não dizem à FIFA que, se querem São Paulo, o Mundial deve ser no Morumbi. A Copa no Brasil não vai dar vexame. Ela já é uma vergonha!

 

Paulo Vinicios Coelho, O Estado de São Paulo, 22 de maio de 2011.

GÂNGSTER

segunda-feira, 23 de maio de 2011

 

 


“Sou amigo do Ricardo Teixeira mesmo, sou amigo da Globo mesmo, apesar de ser gângster”

ANDRÉS SANCHES, presidente do Corinthians, na reunião do Clube dos 13, diante de mais de 50 pessoas, gerando certa dúvida se também fazia referência a sua pessoa.

O Estado de São Paulo, 22 de maio de 2011

A COPA EM SÃO PAULO

quinta-feira, 19 de maio de 2011

 

19/05/2011

A Copa em São Paulo

Em primeiro lugar, quero reiterar velhas posições já aqui publicadas porque estou convencido de que se rádio tem audiência rotativa, blogs têm audiência intermitente, muita gente nem sequer sabe que se clicar no cabeçalho dele pode ler as últimas 10 notas (razão pela qual é frequente ainda hoje que alguém reclame pela falta de comentário, por exemplo, do jogo do Santos de ontem).

Dito isso, relembremos:

1. São Paulo é a cidade do país, apesar de todos os pesares e de suas enormes carências, mais preparada para receber a abertura da Copa do Mundo;

2. A exclusão do Morumbi é um crime contra a economia popular, um  acinte, um escárnio;

3. A injeção de dinheiro público para se construir estádios de futebol num país como o nosso é outro escândalo;

4. Este blog sempre defendeu que o governo de São Paulo deveria fazer valer a máxima do lema de sua capital, “Non ducor, duco” (“Não sou conduzido, conduzo”) e determinar à Fifa e à CBF que ou as coisas seriam feitas como se deve ou São Paulo abdicaria da Copa;

5. Mas a tibieza do então governador José Serra, dos melífluos que o cercavam então, e de seus dois sucessores, Alberto Goldman e Geraldo Alckmin, trouxe as coisas ao pé em que estão, com o auxílio sem caráter do ministro do Esporte, Orlando Silva;

Postas tais preliminares, examinemos a situação de momento.

O Fielzão, ou Itaquerão, é uma enorme interrogação.

Mesmo assim, na valentona, sem medir consequências, acabará saindo, custe o que custar.

E a razão é simples: a empreiteira Norberto  Odebrechet menos até do que desagradar o ex-presidente da República, não há de querer magoar o próximo, provavelmente a mesmíssima pessoa.

E se o presidente do Corinthians perdeu espaço com a atual presidenta da República, ainda mantém intacta sua intimidade com o ex.

Se nada acontece em relação ao papel do presidente da CBF e do COL, vira e mexe citado em escândalos pelo mundo afora;

se Delúbio voltou, se Palocci é homem forte do governo;

se Aécio é quem é, e se os mensalões começaram com os tucanos para continuar com os petistas;

se Netinho e Orlando Silva são do PCdoB e o velho Partidão virou o PPS que abriga tanta gente oportunista que não honra nem ao menos o seu passado de luta;

o blog pergunta:

por que achar que eles não farão tudo como sempre, em regime de urgência, sem licitação, com o seu, o meu, o nosso suado dinheirinho?

Por Juca Kfouri

quinta-feira, 24 de março de 2011

O Inferno Olímpico

 

 

cdghEncontro os colegas nos corredores do centro de tevê, em
Atlanta. Cada um mais perplexo que o outro. A seleção de
futebol tomou uma traulitada dos garotos japoneses. Haja teses.
Ronaldinho devia ter entrado mais cedo. Jogamos pouco pelas
extremas. A meia-cancha não marcou com severidade. Devíamos
ter jogado com três atacantes.

Armou-se, ali, no corredor, um verdadeiro simpósio. Que,
como é praxe no futebol, não chegou a alguma conclusão. E,
vamos e venhamos, não é nada fácil explicar satisfatoriamente,
como pode uma seleção de elite do mais conceituado futebol do
mundo, ser derrotada por um time de terceira  força do futebol.
 
A tese mais plausível que ouvi é nosso bom Bebeto. Depois
do jogo, ele dizia que a equipe estranhou muito o calor.
Tem razão o capitão. O brasileiro, devemos concluir, não está
habituado ao rigor do clima quente. Somos de um país tropical,
banhado por um sol anêmico que se esconde por trás das geleiras
do Pão de Açúcar.
Armando Nogueira (do livro A chama que não se apaga,  Editora DUNYA).

O REI DO SALTO NÃO TREINA

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

 

O americano Mike Powell é o recordista mundial de salto em distância, com oito metros e 85 centímetros. Agora mesmo, na Itália, o rapazassombrou com um salt de 8,99, que nã foi homologado por causa do vento a favor. Powell ganha medalha, ganha dinheiro, ganha fama. Pois bem, sabe o leitor quanto salta um leopardo? Segundo o Museu de Ciência de Barcelona, o leopardo salta 15 metros e vinte e quatro centimetro. Quase o dobro de Powell. O leopardo salta descalço, não tem patrocínio comercial, não treina e vive ao deus-dará.

Armando Nogueira

MESSI e MARTA

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

 

Os melhores do mundo com a bola nos pés

Por Fernando Figueiredo Mello

 Lionel Andrés Messi, 23 anos, 1,69 m de altura, argentino, canhoto.

Marta Vieira da Silva, 24 anos, 1,54 m de altura, brasileira, canhota.

Número 10 às costas, os baixinhos viram gigantes com a bola nos pés canhotos e transformam o futebol em arte, poesia, dança.

Dribles, passes, chutes. Obras-primas de dois gênios da bola.

Nesta segunda-feira (10!), a Fifa elegeu Messi e Marta os melhores do mundo no futebol em 2010.
O argentino leva o bicampeonato contra todas as previsões, que apontavam os espanhóis Xavi e Iniesta, companheiros de Messi no maravilhoso Barcelona de Pepe Guardiola, como favoritos ao prêmio.
Com apenas 23 anos, Messi já tem dois troféus de melhor do mundo em casa. 23 anos!
O garoto que deixou Rosário aos 12 anos para virar o símbolo maior das chamadas canteras do Barcelona tem tudo para entrar no seleto clube dos maiores da história do futebol.
Tem cabeça, foco e, acima de tudo, paixão pela bola.
Messi tem alegria de jogar futebol.
E isso é muito em tempos de jogadores-celebridades.
Jogadores-cometas, que aparecem e despontam para o anonimato na velocidade da luz.

“Estou feliz porque, mais do que nunca, eu amo jogar futebol. E é assim desde quando eu era muito garoto. Eu tenho prazer em jogar: não é um trabalho. Ainda é uma diversão, como quando eu era um menino”.

A frase está em A Beautiful Game, maravilhoso livro escrito pelo jornalista inglês Tom Watt.
Expressa, com precisão, quem é Lionel Messi. Um menino que se diverte com a bola. Que assim continue!

Já Marta vai precisar de mais uma prateleira em casa.
Ela levou nada mais nada menos que o 5º título de melhor jogadora do mundo!
De 2006 a 2010, não teve pra ninguém.
A pequena flor do sertão alagoano, natural da pequena Dois Riachos, encanta a todos com sua arte, força e simplicidade.
Mais uma vez, ela chorou ao receber o prêmio.
Uma prova de que não é preciso arrogância para ser rainha. Rainha.

Como disse o Rei do Futebol, “Marta é Pelé de saias”.

Quem somos nós, plebeus, para meter a colher em conversa tão nobre!
Alô, alô Confederação Brasileira de Futebol!
Alô, alô Comitê Olímpico Brasileiro!
Há cinco anos, temos a melhor jogadora do mundo. Onde está o desenvolvimento do futebol feminino por aqui?
Com exceção da Copa do Brasil, que acontece desde 2007, nada mais foi feito para estruturar e organizar o esporte por aqui.

Está mais do que na hora.

Depois, não venham cobrar resultados às vésperas da Copa do Mundo da Alemanha, que acontece em junho e julho deste ano, ou na Olimpíada de Londres, em 2012. O Brasil sobrevive do talento de Marta e companhia.
Muito pouco para o País que tem uma Pelé de saias!

 Blog do Juca Kfouri – 11 de janeiro 2011

SALVEM O CORINTHIANS

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

 

 

        

      “Salvem o Corinthians” de autoria
        de Carla Dualib, é um livro para o
        torcedor corinthiano que quer
        enxergar além das quatro linhas.

RONALDO

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

 

“Queria dizer aos torcedores do Fluminense que estão presentes a essa festa que não é só porque vocês não torcem para o time de um jogador, que vocês têm que odiá-lo”, cutucou o jogador.”

Entrevista – Negros do Futebol Brasileiro/ Com Alex Minduín/ Ex Diretor e Conselheiro dos Gaviões da Fiel

terça-feira, 30 de novembro de 2010

 

Alex Minduín: uma história oral de vida

alex minduin


TOM VITAL:

“Nós temos que ser indivíduos da história!”

 

Clique aqui para ler completa!

Considerações quase finais sobre ontem no Brasileirão

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

 

O Fluminense deve ser bicampeão brasileiro e com toda justiça, time que mais tempo liderou o campeonato.
E que perdeu jogadores essenciais por bom tempo e mesmo assim se manteve no topo.
E que tem um grande treinador, capaz de extrair de Conca o máximo e de fazer de Ricardo Berna uma figura decisiva para a caminhada.

Foi prejudicado e auxiliado por arbitragens na mesma medida, assim como teve a sorte de pegar os reservas do Inter que decidiria a Libertadores e o entorpecido São Paulo, assim como enfrentará os reservas do Palmeiras.
Expediente que está longe de ser ético, mas que virou padrão no patropi, um país em que torcedor vai a campo torcer contra o próprio time e depois se queixa dos políticos que ele mesmo elege, sua alma e sua palma.

Mas sem sorte, como diria o tricolor Nelson Rodrigues, não se chupa nem um picolé, porque cai no pé.
E outros times também viveram situações semelhantes.

O Corinthians não tem do que reclamar, a não ser de si mesmo, da má partida no Barradão e, principalmente, da perda de seis pontos para o Atlético Goianiense, de quem tomou quatro gols em pleno Pacaembu.
Que reclame de seu presidente, que viu caladinho a CBF de seus amigos tirar Elias e Jucilei numa semana decisiva e levá-los para o Qatar.

E que não reclame do São Paulo porque fez igual no ano passado.

A encenação, aliás, foi do mesmo quilate, até com a teatral expulsão de Mano Menezes, ainda no primeiro tempo, “indignado” com a arbitragem, como Chicão, expulso depois.

Agora é o São Paulo que anuncia desinteresse em renovar com Richarlyson, por saber que ele irá ou para o próprio Fluminense ou para o Palmeiras.
Porque aposta que ainda consegue enganar aqueles que seguem a linha do me engana que eu gosto…

Tudo uma bela vergonha.

E aos que imaginam que entregadas só acontecem em pontos corridos, um lembrete: a Alemanha Ocidental entregou para a Oriental na Copa do Mundo de 1974, assim como Peru entregou para a Argentina, em 1978, e, imagine!, chutando bola na trave quando estava 0 a 0, para depois tomar meia dúzia e dar o saldo, com folgas, que os argentinos precisavam.

Nosso time de vôlei também entregou para os búlgaros e não foi em Copa do Mundo.
Se ontem fosse a rodada para classificar os finalistas do Brasileirão em mata-mata, poderia acontecer a mesma coisa para deixar um rival de fora.

por Juca Kfouri às 17:09h  22/11/2010

FICOU CLARO AGORA?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

 

Por que na França o Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 1998 foi presidido por Michel Platini, que não era o presidente da Federação Francesa de Futebol?

Por que na Alemanha o da Copa do Mundo de 2006 foi comandado por Franz Beckembauer, que não era o presidente da Bundesliga?

Por que no Brasil o número 1 do COL é o presidente da CBF?

Por que no COL brasileiro não há um nome em que a sociedade brasileira acredite, respeite, entre os empresários, advogados, atletas, ministros , executivos de estatais etc?

Por que a filha do presidente da CBF é a secretária executiva do COL?

Porque também o homem de comunicação da CBF é o mesmo do COL?

Será porque no Brasil COL é abreviação de Coligados?

Ou será porque significa “Comissão, Onde Levar”?

por Juca Kfouri às 12:21

MORTE NO RINGUE

sábado, 9 de outubro de 2010

 

“O boxeador sempre vai querer lutar. A entidade que supervisiona a programação é que tem de fazer de tudo para garantir a segurança e bem- -estar dos lutadores”
EDSON “”XUXA” DO NASCIMENTO
técnico de Ismael Bueno, rival de Jeferson Gonçalo, morto nesta semana
                                                                   Folha de São Paulo, 9 de outubro de 2010

domingo, 22 de agosto de 2010

 

FAZ SOL NO FUTEBOL

 

E não é que o fiasco na Copa parece ter feito bem ao futebol brasileiro? Acordou?

SABE AQUELA história de alguns povos que resolveram dar pouca bola para seus políticos e construir seus países apesar deles?
Pois parece que os clubes, pelo menos alguns clubes, começam a fazer o mesmo por aqui, convencidos de que não podem esperar nada da CBF.
O maior exemplo foi dado pelo Santos, que conseguiu rejeitar uma proposta de 30 milhões do milionário Chelsea pela promessa chamada Neymar.
Os ingleses não devem estar entendendo nada, como os portugueses não entenderam quando um jovem patrício deles declinou de ser rei de sua potência europeia para ser imperador do Brasil.
Pois é, coisas que marcam ou podem marcar a história de um país ou, no caso, de um esporte.
E a resistência praiana aos euros londrinos e russos, dê no que dê, é dessas atitudes que têm tudo para virar divisor de águas -e tomara que vire.
Ora, já estava mais do que na hora de alguém com nova mentalidade fazer o que fez o presidente santista, que, se tem ainda de conviver com misérias locais, ser polido e cinturado para não colidir com Ricardo 1º -o que veio depois de Dom Pedro, 1º do Brasil, 4º de Portugal-, teve capacidade e respaldo para dar condições para Neymar ficar.
Veja que não se sabe de uma ajuda da CBF neste sentido, até porque a entidade madrasta sempre incentivou a exportação de pé de obra, discurso que Mano Menezes não endossa -e não parece ser porque a Casa Bandida mandou.
Outro clube que ensina é o Inter, cuja mais nova conquista, entre tantas nestes últimos anos, é a coroação da política que começou por dar vez e voz aos associados, democratizando as eleições, ampliando o colégio eleitoral, criando zonas eleitorais no interior do Rio Grande e podendo contar hoje com cerca de 25% do que arrecada só dos sócios.
Nem Santos nem Inter, como se sabe, estão entre as cinco maiores torcidas do país, por enquanto. O Santos está em oitavo, e o Inter, em décimo lugar, na mais recente pesquisa do diário “Lance!”.
Que ninguém duvide, porém, que a adoção e manutenção de políticas corretas e inovadoras tendem a trazer resultados mais rapidamente do que se imagina neste mundo de hoje, tamanha a velocidade com que correm as informações e ocorrem as transformações. Flamengo e Corinthians, os dois maiores, que acordem. E que persistam na política de arrumar, ou erguer a casa, cuidar de suas bases, sem loucuras sim, mas com ousadia, a mesma que clubes também centenários, e iluminados, como Inter e Santos têm sido capazes.

Juca Kfouri                 Folha de São Paulo, 22 de agosto de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

 

ABAIXO A PÁTRIA (DE CHUTEIRAS)

  

 

 Começou a Copa, começaram as nefandas cenas explícitas de “patrioteirismo”.
Nada contra quem gosta de exibir seu fervor a cada quatro anos. Tudo contra a obrigatoriedade de fazê-lo, induzido por um tipo de jornalismo que troca a caneta e, principalmente, o microfone pela vuvuzela. E pela propaganda que diz que só sou brasileiro se for “brahmeiro” e guerreiro.
Que faço eu aqui, que não bebo e ainda por cima sou da paz? Tão da paz que não concebo o futebol como uma guerra de afirmação de uma tribo. É muito mais que isso. É um espetáculo. E, no espetáculo (qualquer um), o fundamental é a beleza, não a cor da camisa que vestem os participantes.
Não faz sentido, para mim pelo menos, torcer para que um filme brasileiro ruim leve a Palma de Ouro em Cannes, se na competição estiver também um filme argentino dos bons (ou iraquiano, ou palestino, ou afegão, para citar apenas tribos que, estas sim, estão necessitando da dose de autoestima positiça que ganhar uma taça traz).
O Brasil, no futebol, não tem mais nada a provar a quem quer que seja. É o único território em que somos, inequivocamente, os melhores do mundo.
Tão melhores que nossos jogadores melhoraram os campeonatos espanhol, inglês, francês, italiano, até turco, meu Deus, ao passo que a ausência deles vampirizou o Campeonato Brasileiro, transformado em cemitério dos elefantes e em território dos que ainda não seduziram os “gringos”.
Não, não sou contra o “patrioteirismo” por achar que só vale quando e se o Brasil algum dia ganhar o mundial de saúde, educação ou equidade. Ou um Nobel. Não é uma comparação válida.
O que realmente me incomoda é que, se o patriotismo é o último refúgio dos canalhas (Samuel Johnson, 1709/1784), ser obrigado a tornar-se canalha a cada quatro anos é uma canalhice.

CLÓVIS ROSSI            Folha de São Paulo, domingo, 13 de junho de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

 

O discurso patrioteiro

   

A convocação burocrática e inercial de Dunga para a Copa assusta menos do que a fala retrógrada que a justifica


O QUE MAIS me deixou preocupado, na convocação da seleção brasileira, não foi tanto a escolha óbvia e inercial dos jogadores, mas o discurso patrioteiro de Dunga. Ouvir o treinador justificar suas opções foi como entrar no túnel do tempo e cair nos piores anos da ditadura militar.
No mais acabado estilo “Ame-o ou deixe-o”, o que Dunga disse, com quase todas as letras, foi: quem não gosta da minha seleção não gosta do Brasil. Por nossas críticas à convocação, Juca Kfouri, Xico Sá e eu fomos tratados (via e-mail ou comentários na Folha Online) como inimigos da pátria por leitores mais exaltados, embalados pelo ufanismo reinante.
Na visão de Dunga e seus seguidores, jogar na seleção é como fazer serviço militar, e a Copa do Mundo é uma guerra suja, como todas as guerras. Sinto muito, mas não é essa a minha visão.
Copa do Mundo, para mim, é ou deveria ser o momento em que os melhores futebolistas do planeta, defendendo seus respectivos países, fazem o espetáculo esportivo supremo. É, ou deveria ser, um espaço de arte e encantamento, em que o futebol justifica seu estatuto de esporte mais amado em todo o mundo.
Foi nesse espaço, nessa espécie de Olimpo transitório, que brilharam figuras como Pelé, Garrincha, Cruyff, Beckenbauer, Platini, Maradona, Romário, Ronaldo, Zidane…
Alijar do evento os jogadores mais talentosos do país, em favor dos mais disciplinados e leais ao chefe, é um crime contra o próprio futebol e uma traição a um dos traços mais ricos da cultura brasileira, que é o nosso jeito de jogar bola. Outros países têm uma dificuldade danada de renovar seus elencos.
Muitos deles recorrem a brasileiros naturalizados para reforçar seus times. O Brasil, ao contrário, revela continuamente novos craques. E por conta de um patriotismo rançoso e retrógrado os desperdiça.
Quem melhor escreveu, a meu ver, sobre a dimensão política e cultural da convocação foi Fernando Barros e Silva, na página 2 da Folha, na quarta-feira passada. Peço licença para transcrever aqui um trecho eloquente de seu texto.
“O clamor patriótico de Dunga parece ser sincero (o que não o torna melhor), mas também soa oportunista e marqueteiro quando se sabe que ele próprio o utiliza para vender cerveja a preço de ouro numa campanha de TV em que aparece berrando bordões do tipo “eu quero raça!”. Vender a alma não é isso? Há um jeito esclarecido, cosmopolita, de gostar do Brasil. E há um patriotismo tosco, burrinho, que costuma servir de válvula de escape para pendores autoritários e fanatismos afins. Em seus piores momentos, é esse o sentimento que o futebol mobiliza e atrai.”
Eu não teria nada a acrescentar, mas me lembrei de um diálogo que diz tudo o que resta a dizer.
Durante a transmissão de Grêmio 4 x 3 Santos pelo Sportv, diante de uma atuação esplendorosa de Paulo Henrique Ganso, o locutor Milton Leite diz: “Pelo jeito, o Ganso não sentiu o fato de não ter sido convocado”. E o comentarista Maurício Noriega responde: “Quem vai sentir o fato de ele não ter sido convocado somos nós”.
Aliás, dificilmente veremos na Copa uma partida linda como essa.
José Geraldo Couto                                   Folha de São Paulo, 15 de maio de 2010
jgcouto@uol.com.br        

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Lula envia
o “bolsa Copa” para o Congresso 

 Planalto quer dar R$ 100 mil a cada ex-jogador de 58, 62 e 70
O discurso oficial do governo é sobre cortar gastos para conter a inflação, mas na prática vão sendo tomadas medidas contraditórias. Uma delas foi o projeto de lei da Presidência da República encaminhado ao Congresso nesta semana criando a “Bolsa Copa do Mundo”. Se virar lei, dará um prêmio de R$ 100 mil a cada um dos ex-jogadores campeões mundiais de futebol na Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970.

Não é só isso. Além desses R$ 100 mil iniciais, cada ex-jogador passaria também a ganhar um estipêndio mensal vitalício de até R$ 3,4 mil. O valor seria determinado na comparação com a renda atual do beneficiado. O teto será a aposentadoria máxima da Previdência Social, que é de R$ 3.416,54. Se um ex-campeão do mundo, por exemplo, tiver uma renda mensal de R$ 1 mil, receberá um complemento mensal de R$ 2,416.

É importante dizer que esse dinheiro será pago a todos os convocados para as Copas de 58, 62 e 70, não importando se tenham sido titulares ou reservas. Segundo comunicado do governo, “o prêmio de R$ 100 mil será pago de uma única vez” (…) “beneficia inclusive herdeiros legais de jogadores já falecidos, e estará isento de Imposto de Renda e contribuição previdenciária. O pagamento será feito com recursos do Ministério do Esporte”.

O auxílio, diz o governo, “também será pago à esposa ou companheira, filhos menores de 21 anos ou inválidos, desde que a invalidez seja anterior à data em que atingiram 21 anos”.
blog do Fernando Rodrigues

sábado, 27 de março de 2010

A lógica da destruição

 

 Quem é que ganha com a desfiguração de um time, como aconteceu com o Corinthians de um ano pra cá?


AGORA QUE a pesada barcaça corintiana começa a fazer água, fica evidente que o tal projeto para o centenário do clube se preocupou mais com o marketing do que com a montagem de um time que vença e, se possível, encante.
Contratações erráticas, em geral de jogadores em idade avançada e fora de forma, excesso de atletas em determinadas posições, escassez em outras, tudo isso deixa claro que as decisões não passaram pelo treinador e que os critérios do investimento não foram técnicos. Há quem diga que, se o Corinthians tivesse mantido o elenco do primeiro semestre do ano passado, quando conquistou o Paulistão e a Copa do Brasil, seria hoje o melhor time do país. É possível. E por que não o manteve?
Na época, o pequeno, mas crucial, desmanche parecia inevitável, segundo a lógica a que nos acostumamos. “Ah, os atletas se destacam, são assediados, o clube precisa fazer caixa etc.” Nessa brincadeira, saíram três jogadores-chave: Douglas, Cristian e André Santos. A pergunta que não quer calar é: quanto o Corinthians ganhou com a saída deles? E quanto gastou depois para montar o atual arremedo de time?
Ou seja: o Corinthians gastou mais do que ganhou, e para ficar com uma equipe pior, tanto em termos de competitividade como de espetáculo. Se alguém levou vantagem com isso, não foi a nação corintiana.
O exemplo alvinegro pode ajudar a lançar luz a essa lógica burra que tem imperado entre nós. Será que algum clube terá a coragem e a clarividência de rompê-la, fazendo um esforço para manter seus jogadores ao menos ao longo de uma temporada inteira? O torcedor, com certeza, pagaria para ver os resultados.

JOSÉ GERALDO COUTO             Folha de São Paulo, 27 de março de 2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

QUEM JOGA PODE GANHAR OU PERDER

O começo da sabedoria consiste em aceitarmos que perder também faz parte do jogo.
Quando isso  acontece, ganhamos alguma coisa de extremamente precioso:
Ganhamos nossa possibilidade de ganhar.
Se não sei perder, não ganho nada, e terei sempre as mãos vazias.
Quem não sabe perder, acumula ferrugem nos olhos e se torna cego – cego de rancor.
Quando a gente chega a aceitar, com verdadeira e profunda humildade, as regras do jogo existencial, viver se torna mais do que bom – se torna fascinante.
Viver bem é consumir-se, é queimar os carvões do tempo que nos constitui.
Somos feito de tempo, e isso significa:
Somos passagem, movimento sem trégua, finitude.
A quota de eternidade que nos cabe está encravada no tempo.
É preciso garimpá-la, com incessante coragem, para que o gosto do seu ouro
possa fulgir em lábio.
Se assim acontece, somos alegres e bons, a nossa vida tem sentido.

De Hélio Pelegrino para Clarice Lispector
         no livro “De Corpo Inteiro”

Ética no futebol

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Enviado por Luis Villares

Existem situações na vida que nos fazem acreditar que sempre é Possível sermos melhores do que somos!

Temos aqui um bom exemplo:

Durante um jogo de futebol, na Holanda, um jogador da equipe de vermelho- o Ajax – Sofreu uma falta e ficou contundido, caído no chão. Um dos jogadores da equipe adversária – de amarelo – como é hábito, atirou a bola para fora para que o jogador fosse atendido.

Quando o jogador ficou recuperado, o lançamento pertenceu ao Ajax (de vermelho), como manda o desportivismo, um jogador do Ajax tentou devolver a bola para o campo do adversário.

Só o que fez de forma desajeitada e, sem querer, acabou por meter a bola no gol.

Todos, incluíndo o jogador que, sem querer, fez o gol, ficaram atrapalhados. Mas o árbitro CORRETAMENTE Considerou o gol válido!

A bola voltou ao centro para o jogo ser retomado.

Foi nesse momento que os jogadores do Ajax, com grande espírito desportivo,tomaram rapidamente uma resolução: todos ficarem parados para permitir que o time adversário – os de amarelo – e também fizessem um gol, pois seria o mais justo e correto. E foi isso que aconteceu!

É impressionante o sentido de justiça e honestidade da equipa do Ajax – de vermelho – e o bom entendimento entre todos eles para que nenhum se movimentasse. Eles queriam ganhar, mas a vitória teria que ser “limpa” e “justa”!

A Ética é isto: O gol foi legal, mas imoral.

AjaxDenHaagFairPlay

_____________________________________

Cidadania no ar - todos os direitos reservados