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ENTENDA O BARCELONA

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

 

Juca Kfouri

Entenda o Barcelona

O brilhante filósofo português Manoel Sérgio explica o sucesso do time catalão

LEIA AQUI parte do que escreveu o filósofo português Manoel Sérgio, publicado na íntegra página da universidadedofutebol.com.br:

“Entendo agora por que o escritor catalão Enrique Vila-Matas, um dos grandes escritores da atualidade, faz parte de um grupo de intelectuais que, periodicamente, se reúne com Pep Guardiola.

Não, não estou a dizer que o Enrique Vila-Matas sabe mais de futebol do que o Guardiola. Sabe menos! Mas da relação entre os dois (porque o futebol é uma atividade humana e não só uma atividade física) o Guardiola enriquece os seus conhecimentos do futebol e o Enrique encontra novos motivos para os temas da sua prosa.

Hoje, em qualquer comunidade científica, a multi e a interdisciplinaridade são procedimentos básicos. Por que não são na esmagadora maioria dos clubes de futebol? Porque se desconhece que só sabe de futebol quem sabe mais do que futebol.

Não há área do conhecimento que não se desenvolva sem uma sistemática relação com as demais áreas do conhecimento. A complexidade do real exige a complexidade do pensamento e da ação. E o futebol é bem mais do que a técnica e a tática. Há uma revolução a fazer no futebol.

O próprio jogador genial encontra-se em rede com os seus colegas. Compreende-se o Messi sem o Xavi e o Iniesta?

Ainda há pouco um aficionado do Barcelona me garantia que o seu clube apresenta uma indelével marca política (que não partidária): “O Barcelona, mais do que os ideais de um clube, representa os grandes anseios políticos da Catalunha”. Talvez seja por isso que muitos dos jogadores que a publicidade mais idolatra, das outras equipas, pareçam viver num mundo fictício, convencional, artificial, gritando um clubismo declamatório e balofo, nos órgãos da Comunicação Social e saltitando nas revistas cor-de-rosa, de mãos dadas com jovens artistas de quem se contam grosseiras anedotas.

Ao invés, o Messi, o Xavi e o Iniesta, não sendo monges nem deixando de ter vida afetiva, dão bem a entender que, mesmo nas suas horas de ócio, não deixam de cuidar do seu “treino invisível”. De facto, fogem daquilo que não interessa, para brilharem (com luz inusitada) naquilo que verdadeiramente lhes interessa.

O Barcelona é a melhor equipa de futebol do mundo. E por quê? Em primeiro do mais, porque, nela, o todo é mais do que a soma das partes. E aqui as partes não são só a técnica e a tática e o físico mas também o intelectual e o moral.”

blogdojuca@uol.com.br

Folha de São Paulo, 22 de dezembro de 2011

PROFESSORES E ALUNOS

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

 

 

Tostão

Professores e alunos

Após a aula do Barcelona, é preciso refletir, discutir e agir. Chega de lero-lero e de oba-oba

SEI QUE o mundo todo já falou da goleada, mas, como ainda não tive a chance, escrevo sobre a aula de futebol dada pelo Barcelona. A turma que só vê futebol pelos melhores momentos, a maioria, deve ter entendido porque enalteço tanto, há séculos, o time catalão.

A aula foi muito ampla. Dava para fazer um curso. Um dos itens foi como jogar com três zagueiros. Guardiola faz isso quando quer mais um jogador no ataque. O Santos e todos os times brasileiros fazem o contrário. Colocam três zagueiros para fortalecer a defesa.

Outro item da aula foi como trocar passes. Além de ser bonito, é a maneira que tem o Barcelona de esperar o momento certo de tentar o gol. Ao ficar com a bola, protege também a defesa.

Guardiola, após a partida, disse que o Barcelona atua do jeito que, segundo seu pai, o Brasil jogava.

Outro item foi como marcar por pressão e recuperar rapidamente a bola. Com a proximidade entre defesa, meio-campo e ataque, fica difícil para o adversário trocar passes.

Xavi, Iniesta, Fàbregas, Daniel Alves e Thiago Alcântara marcavam e atacavam. Espero que Ganso tenha prestado atenção na aula.

Outro item foi mostrar que forma e conteúdo andam juntos. Os craques do Barcelona brilham intensamente porque o time tem um ótimo conjunto, e, sem craques, não dá para formar um grande time.

Por que, no Brasil, há tempos, forma-se um grande número apenas de razoáveis e bons jogadores? Os craques são raros.

Uma aula especial para Neymar foi mostrar que os grandes talentos individuais, como ele, precisam aprender também a ter talento coletivo. Imagino que, depois do jogo, sem conseguir dormir, Neymar deve ter questionado se não seria melhor jogar ao lado de grandes craques.

Os professores catalães foram excepcionais. Não sei se os alunos, técnicos, jogadores, dirigentes e jornalistas prestaram atenção na aula e se querem aprender. Muitas vezes, a soberba não deixa. Preferem dizer que os times brasileiros são ótimos, cheios de craques e que o futebol de bolas aéreas e chutões é emocionante.

Folha de são Paulo, 21 de dezenbro de 2011

NEYMAR NÃO É CRISTIANO

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

 

Los gringos John Carlin

Neymar não é Cristiano

Neymar sabe que Messi joga mais, sabe que ainda tem grandes lições a aprender, e assim diz

Certa vez, um jogador do Real Madrid me disse: “Muitas vezes penso que nós, jogadores, talvez sejamos os menos capacitados a falar com inteligência do esporte”. Foi profundamente reconfortante ouvir isso, para alguém que nem mesmo em seus sonhos mais ousados teria sido bom o bastante para jogar pelo Auckland ou Kashiwa mas tem a presunção de ganhar a vida escrevendo sobre futebol.

Tive a mesma sensação após ouvir Pelé declarar, antes da final do Mundial de Clubes, que Neymar era melhor que Messi. Teria sido extremamente sem noção até para uma criança de oito anos, e ouvi-la de um homem que muitos consideram como o maior jogador da história foi espantoso.

Mas quer saber? Não creio que Muricy Ramalho diz bobagem ao afirmar que Neymar pode um dia jogar no nível de Messi. O motivo para que eu acredite que isso é possível -repito: possível- é o mesmo para que eu creia que o mesmo jamais será verdade no caso de Cristiano Ronaldo. Neymar tem humildade, e humildade é inteligência; combiná-las conduz ao autoconhecimento, abre as portas ao aprendizado e à melhora pessoal.

Cristiano não consegue admitir de forma aberta e consciente que Messi é melhor que ele, embora no fundo deva saber disso. É por isso que ele tem uma cabeça confusa e vive consumido pela inveja, ressentimento e toda espécie de venenos mentais que acompanham esses sentimentos e, quando encara Messi em confronto direto, lhe transmitem mensagens debilitantes. Como vimos em seu desempenho horroroso pelo Real há 10 dias contra o Barça, Cristiano jamais ocupará posição na fileira de deuses do futebol, com Pelé, Maradona, Di Stéfano, Cruyff e Messi.

Neymar talvez. Porque, diferente de Cristiano -e, creio, também de Robinho-, sabe quem é e onde está. É franco, generoso, novo, aberto. Sabe que Messi joga mais, sabe que ainda tem grandes lições a aprender, e assim diz. Quando pede a camisa de Messi, a linguagem corporal é a de um estudante ansioso falando a um brilhante professor.

Para alguém tão jovem e talentoso, tão rico e famoso, e tão adulado, é muito admirável e impressionante. É o principal motivo para acreditar que, com o tempo, ele aproveitará ao máximo seu extraordinário talento natural. E mesmo que jamais venha a se tornar tão bom quanto Messi (e, para ser honesto, duvido que eu veja um gênio tão completo pelo resto da vida), estou certo: sempre gostarei de Neymar. E creio que muita gente também.

Folha de São Paulo, 20 de dezembro de 2011

 

 

BRASIL LUTA CONTRA A FALTA DE TRADIÇÃO

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

Handebol
Técnico tenta superar carências do país e levar equipe à inédita semi no Mundial

MARIANA BASTOS
DE SÃO PAULO

A seleção feminina de handebol entra em quadra hoje, às 20h, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, com uma missão maior do que simplesmente vencer.

Uma vitória sobre a Espanha garantirá ao Brasil a classificação para uma inédita semifinal em Mundiais.

E mais do que isso: a afirmação no cenário internacional em uma modalidade que sempre foi dominada pelas seleções europeias.

Um feito considerável dada a carência na estrutura do handebol brasileiro, cujas atletas vão para clubes da Europa para adquirir mais experiência -são 13 das 16 jogadoras da seleção.

“O Brasil está no topo das Américas, mas não no do handebol internacional”, disse o técnico dinamarquês Morten Soubak, que assumiu a seleção brasileira em 2009.

Nem as seis vitórias do Brasil neste Mundial -uma delas ante a França, campeã de 2003- o tornou otimista.

Após o espanhol Jorge Dueñas, que comanda o time quarto colocado em 2009, jogar o favoritismo para o Brasil, Soubak rebateu.

“O Brasil não é favorito. O Brasil não tem tradição. O Brasil não tem escola [da modalidade]. O Brasil não tem TV [transmitindo jogos]. O Brasil não tem nada no handebol internacional. Isso é um puro fato”, disse.

Ele sabe o que é trabalhar com estrutura apropriada. Sua carreira como técnico se desenvolveu no seu país natal, que soma três ouros olímpicos só no feminino.

“Nós estamos começando um trabalho no Brasil. Temos um sonho de dar um passo a mais amanhã [hoje]. Se isso acontecer, ficaremos felizes pois vamos entrar no mapa do handebol feminino.”

A falta de público nos ginásios espanta o dinamarquês, já que o handebol é um dos esportes mais praticados nas escolas brasileiras.

Até em jogos do Brasil no Ibirapuera as arquibancadas não ficaram lotadas. Nos outros duelos, o público é pífio, e a televisão aberta não transmite as partidas.

“Acho muito estranho o ginásio não ter ficado totalmente lotado. Falam que esse é o país que talvez tenha o maior número de jogadores de handebol do mundo”, afirmou.

“Um Mundial disputado em casa. Acho muito estranho. Cadê as escolas, cadê os clubes?”, questionou o técnico, que torce para que os brasileiros lotem o Ibirapuera.

Folha de São Paulo, 14 de dezembro de 2011

 

 

ALEGRIA E DOR

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alegria e dor

O Timão foi o campeão possível. Impossível é aceitar que o Doutor não pôde comemorar

PENTACAMPEÃO BRASILEIRO por seus pés e cabeça, o Corinthians fecha 2011 em grande estilo, depois de começá-lo de maneira terrível.

E, por paradoxal que pareça, a conquista do penta tem muito a ver com a derrota para o Tolima, porque a eliminação precoce da Libertadores permitiu ao Corinthians a dedicação exclusiva ao Brasileirão.

A vantagem acumulada com nove vitórias nos dez jogos iniciais, valeu-se em boa medida do enfrentamento com times que estavam priorizando ou a Libertadores ou a Copa do Brasil.

E o Corinthians cumpriu seu papel também depois que tudo se equilibrou, aí sem vantagem alguma, perdendo em determinados momentos até mais do que ganhando, mas arrancando na reta final numa disparada cautelosa, a ambiguidade por excelência, na conta do chá.

E que culminou na apoteose mais contraditória dos 101 anos de vida corintiana.

Porque misturou a felicidade incontrolável de ganhar o título empatando com o rival mais tradicional com a tristeza infinita da morte do jogador mais original de sua longa história.

O Doutor Sócrates de calcanhares mágicos, o Magrão, o Magro, de inteligência e sensibilidade raras, o comandante da “Democracia Corinthiana”, cujo coração corintiano parou de bater às 4h30 da madrugada do domingo de festa e luto -branco e preto.

Não poucas vezes foi dito que este Brasileirão não teria como campeão um time tecnicamente inesquecível. Mas as circunstâncias deste 4 de dezembro o transformaram sim numa data inesquecível, provavelmente inédita nos anais do futebol mundial: o dia em que uma das maiores torcidas do mundo chorou por ganhar um campeonato equilibrado do começo ao fim e por perder um ídolo romântico ainda no meio de sua trajetória.

Quatro décadas de carreira no jornalismo não tinham experimentado sensação parecida.

Bateu até a vontade de chegar ao extremo da responsabilidade, ou da irresponsabilidade: abandonar a decisão do Pacaembu pelo enterro em Ribeirão Preto.

Mas a imagem dele sorridente, tão rara ultimamente, e a placidez quase sem resistência de suas últimas horas, recomendaram que fosse obedecido seu lema de vida, “carpe diem”, viva o momento, aproveite a hora.

E a força da Fiel, sempre linda nos momentos cruciais, embalou estas poucas linhas, escritas com uma dor indescritível.

Juca Kfouri
blogdojuca@uol.com.br

O Leão que o São Paulo contratou.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

 

Fui ao treino do Corinthians na era Luxemburgo e no dia seguinte ao treino do Santos, que tinha Leão no comando. O treino do Timão era em Bragança Paulista, num Hotel. O do peixe num Hotel Fazenda em Jarinu.

Era feriado e minha família foi comigo, aproveitar o passeio profissional. No treino do Timão, Luxa me chamou e quis conhecer meus filhos, Estevão de dez anos e João, de dois. Brincou com os meninos, tirou fotos e mandou Marcelinho e Vampeta fazerem o mesmo, que sem nenhuma frescura e com o maior bom humor agradaram os meninos. Fotos, sorrisos e beijos nas crianças. Saí muito, muito feliz. Minha mulher a Raquel idem.

No dia seguinte fui ao treino do Santos… Hotel Fazenda, tudo a ver.

Leão viu meu carro parar e de longe mandou dois seguranças em nossa direção. Pensei o melhor, numa recepção digna de um feriado. Enganei-me.

Os três, Raquel, Estevão e João tiveram que ficar dentro do carro, sem descer. Enquanto eu fazia meu trabalho. Ordens do chefe.

Os meninos não entenderam nada e como os seguranças não eram o Leão, trouxeram laranjas, porque fazia sol e eles estavam com muita sede e calor. Quarenta e poucos minutos sem sair do carro. Nenhuma foto, ou sorrisos, ou agrado.

Dias depois falei com o presidente do peixe sobre o caso. Ele lamentou e chamou Leão de cafajeste.

O fato não mudou minha postura com Leão, afinal eu poderia estar errado em levar meus filhos para o trabalho, coisa que meu pai Luiz Ceará Jr. o cara que me ensinou aquilo como sendo bom para a educação dos filhos, me fez entender.

Posteriormente, numa entrevista que fiz com o técnico num programa de TV, ele chorou ao falar sobre sua família, da falta que a proximidade dela fez durante sua carreira, como faz a de qualquer um de nos que vive do esporte. Estamos sempre longe de casa.

Esse é o treinador do São Paulo, um time de dirigentes educados e gentis.

Vamos ver esse lado, porque o tempo que ele terá com os jogadores é pequeno para recuperar a situação do tricolor.

Em tempo, Leão disse que sua mulher não agüentava mais vê-lo em casa. A minha adora me ver sempre perto dela e dos nossos filhos e netos.

 

Blog do Luiz Ceará – http://luizceara.blogosfera.uol.com.br – 25/10/11

CASA DA MÃE JOANA

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

 

 

Continência. Algumas cidades-sedes da Copa-2014 que têm leis proibindo a venda de bebida alcoólica dentro dos estádios, inclusive São Paulo, já sinalizam que irão fazer emendas para atender aos pedidos da Fifa. Entendem que é necessário ceder para realizar uma boa Copa.

Eduardo Ohata e Bernardo Itri        Folha de São Paulo, 5 de outubro de 2011
 painelfc.folha@uol.com.br

A EVIDENTE POBREZA DE NOSSO ESPORTE OLÍMPICO

domingo, 4 de setembro de 2011

 
             Com 26 estados e um Distrito Federal, o esporte olímpico brasileiro ainda se concentra nas regiões mais ricas do país.

            A mais recente prova dessa realidade é a fortíssima participação de atletas do Rio de Janeiro e de São Paulo nas delegações de atletismo ao Campeonato Mundial, que termina neste domingo, e na equipe de natação que vai aos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro.

         Rio de Janeiro e São Paulo dominam as delegações com tal facilidade, a ponto de, no atletismo, dos 29 atletas que estão no Mundial da Coreia do Sul, 25 pertencem a equipes paulistas.

         Rio Grande do Norte, Brasília e Santa Catarina participam apenas com um atleta cada estado.

Natação

            A natação, por sua vez, formou a delegação para o Pan-Americano de Guadalajara com atletas de apenas três estados: Rio, São Paulo e Minas Gerais.

        A pobreza na modalidade espalha-se pelas demais unidades da Federação. Vergonha!

            Com esta realidade, prova-se que há um enorme desperdício de talentos, devido à falta de uma política de esporte no país.

            Porque, quanto mais concentrado for a prática de uma determinada modalidade, menor a chance de se fazer uma seleção altamente competitiva, pois corres-se o risco de alijar competidores de outros estados, que não cresceram no ranking pela falta de oportunidades, decorrentes da ausências de políticas específicas para o esporte.

            Mas que não se diga que isso ocorre pela falta de recursos financeiros. Absolutamente! Dinheiro há muito, insisto, mas não temos gestores competentes nem um Ministério interessado em mudar esta realidade.

            O interesse ministerial com as questões do futebol é mais explícito, inclusive exibindo relações suspeitas com cartolas sindicais. Porque futebol e política têm tudo a ver. Principalmente na época da eleição e das contribuições para as caixinhas partidárias.

Blog do José da Cruz às 18h11- 3/9/2011

 

 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

 

Sócrates conta como ajudou Casagrande e sonho de ser médico na praça

Artífice da Democracia Corintiana, Sócrates segue defendendo os mesmos ideais, apontando problemas que seguem não-resolvidos e comprando as mesmas brigas. Aos 57 anos, em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, ele mais uma vez criticou a estrutura do futebol brasileiro, lembrou de como tentou ajudar o amigo Casagrande e contou seus “planos” para o futuro na medicina.

“O Casa é um dos que sofreu da doença social causada pelas drogas. Eu, particularmente, não sabia [nos tempos de jogador]. O que a gente tinha conhecimento era que ele estava em um meio, onde ele vivia, onde ele tinha nascido, que era meio pesado. E nós [jogadores] agimos nisso para trazê-lo para outro ambiente, para ele ficar um pouco mais afastado. Mas é lógico que a gente não pode limitar esses contatos”, disse Sócrates.

Na conversa, o ídolo do Corinthians e da seleção brasileira também falou sobre suas posições políticas, a relação com o irmão Raí e o suposto convite que recebeu da seleção cubana. No fim, ele revelou o sonho de voltar a exercer a medicina, sem amarras, atendendo as pessoas de maneira informal.

“Eu sou um médico de telefone, um plantonista eterno. Um especialista em diagnósticos. Eu só não estou com consultório. Eu preciso de liberdade, estou sempre criando alguma coisa. Um dia, talvez, se eu tiver saúde, ainda vou ser médico na praça. Se estiver aposentado das minhas guerras vou fazer isso e ficar lá atendendo quem quiser”, disse o “Doutor”. Leia Mais!!!

Gustavo Franceschini*
Em São Paulo

*Equipe técnica: Alexandre Santos e Samuel Cabral

GOLEIRO PUNIDO CRITICA DIFERENÇA DE TRATAMENTO

sexta-feira, 22 de julho de 2011

 

 

“Eu estou arrasado com o que fizeram comigo!!! Só porque eu não sou medalhista olímpico? Não dou retorno? Não torci contra, só torci pela igualdade!”
Foi assim que o goleiro Renê, 33, ex-Bahia, iniciou seu desabafo ontem pela manhã pelo Twitter.
Em outubro de 2010, Renê, que ainda cumpre suspensão, foi afastado por um ano após ter testado positivo para furosemida, mesma substância encontrada na urina de Cesar Cielo.
“Não paro de chorar. É muita diferença no mesmo país”, escreveu o goleiro em uma das 12 mensagens postadas ontem no Twitter.
“Carrego no peito uma tatuagem com a frase do hino nacional: “Verás que um filho teu não foge à luta”. Se pudesse, apagava”, completou o goleiro. (DB E MB)

Folha de São Paulo, 22 de julho de 2011 – FSP esporte.

 


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