Cidadania no ar
Busca:

Cidadania na Arte

« Posts Mais Antigos

Pintura

domingo, 15 de março de 2009

cid_arte22

Leonardo Da Vinci

domingo, 15 de março de 2009

Jorge Bonafina
ascido no pequeno vilarejo de Vinci, perto de Florença, na Itália, em 15 de abril de 1452, filho ilegítimo de Ser Piero, um proprietário rural membro de ilustre família florentina, e da camponesa Caterine, adotou Da Vinci como sobrenome, numa referência à cidade onde nasceu.

O pai de Da Vinci, Piero, percebendo sua inclinação artística, reuniu algumas de suas obras e as enviou a Andrea Verrocchio, escultor, pintor e ourives, que aceitou o jovem como aprendiz em sua oficina, aos catorze anos.

Aos 20 conquista a posição de pupilo-mor do artista e em pouco tempo entra para a Corporação dos Pintores de Florença como mestre. Aos vinte e quatro anos, sofre uma acusação anônima de crime de homossexualismo, que entretanto foi arquivada por falta de provas. Esse fato abala-o profundamente, aumentando ainda mais a sua solidão.

Na década de 1470, em Florença, Da Vinci já era muito admirado por artistas e intelectuais. Mudou-se para Milão, em meados de 1482, em busca de novas oportunidades profissionais.

Aos 42 anos, Da Vinci era um homem impulsionado por constantes desafios. Nesta época, adota um belo jovem, chamado Salai, como protegido.

Com a invasão do exército francês no norte da Itália, em 1499, Da Vinci deixa Milão e passou alguns períodos em Veneza, Florença, e Roma, até quando foi convidado pelo novo soberano francês Francisco I, em 1516, para viver no Castelo de Cloux em Amboise, na França.

Da Vinci, velho e abatido, acompanhado apenas pelo companheiro dos tempos de Milão, Melzi, o grande Mestre morre em 2 de maio de 1519, aos 67 anos, deixando inúmeros manuscritos que mais tarde, comporiam o Tratado sobre a Pintura.

Leonardo Da Vinci, o grande gênio do Renascimento, fez por merecer esse título. Pintor, escultor, arquiteto, engenheiro de guerra, e engenheiro hidráulico, foi também um apaixonado pela gastronomia e juntamente com Michelangelo e Rafael formaram o tripé do movimento renascentista.

O Renascimento originou-se na Itália sob a corrente filosófica que concebia o homem como o centro do universo. A obscura Idade Média ficava para trás e dava lugar a um momento de descobertas.

Foi nesse período que o físico Galileu Galilei, inventa o compasso proporcional e prova que os planetas giravam em torno do Sol e Nicolau Copérnico contesta as antigas idéias sobre o sistema solar e o homem começou a alimentar o espírito cientifico.

Retornar às virtudes da Antiguidade, resgatando toda a cultura Greco-romana constituiu a base do pensamento renascentista. Essa substituição foi marcante nas obras de Leonardo Da Vinci, Michelangelo e Rafael, tidos como exemplos máximos do período.

A beleza deixa de ser reflexo da divindade e os artistas não criam mais para reis e para a Igreja. O que acontecia nas artes era reflexo direto da difusão da filosofia humanista. O renascimento afetou a concepção econômica, social, cultural e educacional que vinham da Idade Média.

Na arquitetura levou ao estudo de monumentos antigos. Na perspectiva caracterizava a tridimensionalidade da natureza numa obra de arte e dava novo alento à arquitetura. Todas essas evoluções culminaram no chamado nascimento da Era Moderna.

Da Vinci, foi um artista e um grande inventor. Seus projetos são hoje um grande patrimônio histórico. São aproximadamente 7700 páginas, com suas famosas anotações cientificas centenas ilustrações de projetos nas mais diversas áreas: da Hidráulica a cosmologia, da astronomia à geologia, passando pela paleontologia, mecânica, geografia, gastronomia, música e também, audaciosos projetos de engenharia.

Algumas pinturas de Leonardo Da Vinci:
Várias são suas pinturas que conhecemos, mas o retrato mais comentado e mais popular do mundo sem dúvida é a incomparável Gioconda. É o melhor exemplo da languidez e da intensidade que caracterizam as obras de Leonardo Da Vinci.

cid_arte18

Bibliografia
THOMAS, Henry e THOMAS, Dana Lee. Vidas de Grandes Pintores. Ed. Globo, Porto Alegre. 4ª Ed. 1956.
www.planeta.terra.com.br/arte/mundoantigo/Vinci

Giotto di Bondone

domingo, 15 de março de 2009

1276 – 1337, Florença

cid_arte17A vida de Giotto está envolta em lendas e mistérios. Vasari, foi responsável por disseminar muitas das informações lendárias sobre o pintor Giotto. Este autor conta que o Papa Bonifácio VIII, desejando fazer mais algumas decorações na sacristia da Igreja de São Pedro, mandou mensageiros percorrerem a Itália, intimando os maiores pintores da península a virem a Roma. Um destes mensageiros ouvira dizer que este artista rústico, alegre e extravagante, que dividia o tempo entre o arado e o pincel, pintara lindas paisagens de sua província natal.

Este mensageiro, entrando na cabana deste camponês pintor, disse:
– Sua Santidade, o Papa, deseja examinar seu trabalho, Mestre Giotto. Sua Santidade está chamando a Roma todos os bons artistas. Deixe-me ver alguns de seus quadros; assim decidiremos se podemos aproveitá-lo.

Giotto riu e mergulhou vigorosamente um pincel num pote de tinta vermelha. Com um traço negligente, riscou um enorme círculo num pedaço de papel, e entregou-o a mensageiro.

– É esse o meu trabalho. Veja-o. Gosta?

– Que absurdo é esse? Estou aqui numa missão séria.

O Pintor encolheu os ombros, como se dissesse: “Deixe aqui ou leve. É o que posso fazer de melhor”.

– Então é isso o trabalho de Giotto! – disse o Papa, quando o mensageiro voltou, trazendo a amostra. – Um grande circulo vermelho e nada mais?

– Ele é um tolo pretensioso. Pai. Foi-lhe oferecida uma grande oportunidade. E o que fez, traçou um grande círculo vazio.

– Diga-me uma coisa – perguntou o Papa. – Teve ele muita dificuldade no traçar deste círculo, sem o auxilio do compasso?

– Não, Pai. Somente com um mergulho do pincel na vasilha e um traço displicente.

– Bem, bem. Não está nada mau este círculo. Na realidade, é um círculo bem redondo. Ele deve ter um bom golpe de vista e mão muito firme para fazer isso. Que tipo de homem é esse Giotto?

– Um camponês vulgar, Pai, e feio como o Satanaz. Contam que ele sabe uma quantidade de anedotas pitorescas.

– E o consideram um artista?

– Dizem que pinta um carneiro ou um cachorrinho numa parede, num pedaço de cerca quebrada. E, como um milagre, a mancha imediatamente parece ter vida. Mas decerto somente os camponeses pensam assim.

– Os camponeses sabem o que falam. Eu próprio já ouvi histórias semelhantes sobre esse homem. Quando menino, não foi aprendiz do grande

Cimabue? Dizem que uma vez enquanto Cimabue saiu da sala, Giotto pintou uma mosca no nariz de um dos retratos do mestre. Cimabue tentou tocá-la, quando voltou. Você perguntou de que família é ele?

– É filho de um ferreiro, Pai. Pastoreava rebanhos de ovelhas, em Mugello. – Essas colinas em Mugello são muito verdes, eu me lembro. E o povo de lá é um povo simples. Mas, de tempos em tempos, surge entre eles um homem de visão. Você compreende?

– Compreendo Senhor.

– Esse homem poderá entreter-nos. Se não for com seu gênio, ao menos com seus gracejos rústicos. Traga-o a Roma.

Giotto di Bondone chegou a Roma em 1296 e pintou afrescos para o Papa. Pintou cenas da vida de Cristo. Enquanto pintava, em cima do andaime, uma multidão de homens simples e afáveis como ele próprio apreciava atentamente seu trabalho, seguindo cada pincelada.

Sua época foi anos tempestuosos e violentos. A península italiana era constituída de pequenas cidades independentes que não reconheciam outra autoridade a não ser a de sua própria soberania. Estava-se numa época de anarquia social e política. Comparativamente, o feudalismo havia feito pouco progresso na península italiana. A Itália era no mais largo sentido, uma terra de homens livres, bondone, dos quais a família do próprio Giotto descendia, e tinha orgulho de sua independência política. Sua coragem estava em seu pincel, criando mensagens que se difundiam, nos mais longínquos cantos da Itália.

Giotto quebra o silêncio de séculos, reconhecendo as aspirações do homem comum.

Esmagado pelo atropelamento das hostes bárbaras que haviam surgido no Império Romano, durante o período de sua decadência, o homem comum fora escravizado ao solo. Sob a instituição do feudalismo, tornara-se um escravo com inteligência limitada, mas com ilimitada capacidade de sofrimento. Não tinham direitos pessoais ou legais.

Mas dentro de si, imaginava de um modo vago, que os anjos habitavam o céu e os demônios viviam no inferno, e que se fosse paciente, bom e não se queixasse, este céu seria alcançado. Por isso colhia o trigo para seu senhor e puxava seus bois até ele próprio, como um animal arreado dos campos, caísse morto de cansaço.

Essas massas inarticuladas formavam o corpo da verdadeira cristandade. E um dia apareceu o Messias para representá-los. E esse homem era Francisco de Assis, que renúncia aos prelados e aos príncipes e colocou-se à frente dos desfavorecidos, despertando uma grande revolução sem derramamento de sangue.

Giotto, veio para a Igreja de São Francisco de Assis com a incumbência de pintar uma série de afrescos ilustrando a vida do santo.

Giotto pintou vinte e oito afrescos sobre a vida de São Francisco de Assis. E nesses afrescos revolucionou a arte.

Até então, os artistas não haviam pintado homens, mas gravado imagens. Giotto introduziu nas telas homens e mulheres que sentiam, odiavam e amavam. Até então, era considerado sacrilégio, para um artista, introduzir na pintura religiosa uma árvore, uma flor, um regato, ou qualquer outro objeto do cenário natural.

O último testamento de beleza de Giotto, realizado antes de sua morte,em 1336, foi a Campanile de Florença, mais conhecida como a Torre de Giotto, um monumento de mármore colorido. A Campanile consiste em quatro andares, não havendo janelas no primeiro e no segundo andares, no entanto há uma fachada com admiráveis baixos relevos e os dois andares superiores têm janelas góticas separadas por cadeias de mosaicos.

Inicia-se com Giotto uma nova época. O mundo abria os olhos para uma nova espécie de beleza, a beleza das coisas comuns.

Imagens de alguns afrescos da Igreja de São Francisco de Assis.

cid_arte16

Bibliografia
THOMAS, Henry e THOMAS, Dana Lee. Vidas de Grandes Pintores. Ed. Globo, Porto Alegre. 4ª Ed. 1956.
Imagens Igreja de São Francisco de Assis.
http://www.auladearte.com.br/historia_da_arte/giotto_estilo.htm
Imagem da Torre de Giotto.
www.panoramio.com/photo/794319

Anima Artis Atelier Escola e Galeria

domingo, 15 de março de 2009

logo_animaartis
cid_arte13

Anima Artis Atelier
Escola e Galeria
R. Coronel Lisboa, 188 – Vila Mariana
Fone: 3375-7364

Aulas de Pintura em Óleo e Acrílico
Prof. Jorge Bonafina Desenho
e
Pintura a Guache
Prof. Morgani e Prof. Prenafeta

cid_arte14

cid_arte15

Renascimento por Jorge Bonafina

domingo, 15 de março de 2009

Renascimento ou Renascença é considerado como um marco final da Idade Média e o início da Idade Moderna no mundo ocidental. Começou no séc. XIV na Itália e difundiu-se por toda Europa nos séc. XV e XVI.
Este movimento cultural que marca a Europa no séc. XIV, não atinge apenas a Filosofia, as Artes e as Ciências. Contribui para uma grande transformação cultural, social,política, econômica e religiosa que caracteriza a transição do Feudalismo para o Capitalismo.
Manifestando-se primeiro nos grandes centros da Peninsula Itálica, nas cidades de Veneza, Milão, Florença, Gênova e Roma, difundindo-se depois para todos os paises da Europa Ocidental, sendo estes a Inglaterra, Alemanha, Países Baixos entre outros.
O Renascimento pode ser divido em três grandes fases, sendo elas:
Trecento: Este período do Renascimento compreende o séc.XIV, manifesta-se na Itália na cidade de Florença, que era um grande centro político, econômico e cultural.
Suas características principais são: O rompimento com o Imobilismo e a hieraquia da pintura medieval e a valorização do individualismo e dos detalhes humanos.
Seus principais representantes são: Dante Alighieri, Giotto, Petrarca e Boccaccio.
Quattrocento: O século XV é representativo deste período do Renascimento, que se difunde em toda à Península Itálica.
Uma de suas características principais foi a admiração pela Antiguidade Clássica, a partir da cultura e mitologia grega e romana, e dos vestígios quer arquitetônicos quer escultóricos existentes na Península Itálica.
Seus principais representantes são: Masaccio, Mantegna, Botticelli, Leonardo da Vinci, Rafael e Michelangelo.
Cinquecento: Este período do Renascimento que se manifestou no séc. XVI, já é um movimento universal, e ao mesmo tempo representa a decadência do movimento renascentista.
Neste período ocorrem as primeiras manifestações Maneiristas e a Contra reforma que instaura o Barroco como estilo oficial da Igreja Católica. Na pintura destaca-se Rafael e Michelangelo e na Literatura Ludovico Ariosto, Nicolau Maquiavel, entre outros.
As obras a seguir são do “trio sagrado”, como são denominados Leonardo da Vinci, Michelangelo e Rafael.

Leonardo da Vinci

cid_arte1cid_arte2cid_arte3cid_arte4

Michelangelo

cid_arte5cid_arte6cid_arte7cid_arte8

Rafael

cid_arte9cid_arte10

cid_arte11cid_arte12

Cidadania no ar - todos os direitos reservados