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ESCOLA DA PONTE

terça-feira, 10 de abril de 2012

 

 

 

 

 

 

 

Escola da Ponte – um único espaço partilhado por todos, sem separação por turmas, sem campainhas anunciando o fim de uma disciplina e o início de outra. A lição social; todos partilhamos de um mesmo mundo. Pequenos e grandes são companheiros numa mesma aventura. Todos se ajudam. Não há competição. Há cooperação. Ao ritmo da vida; os saberes da vida não seguem programas. São as crianças que estabelecem os mecanismos para lidar com aqueles que se recusam a obedecer às regras. Pois o espaço da escola tem de ser como o espaço do jogo; para ser divertido e fazer sentido, tem de ter regras. A vida social depende de que cada um abra mão da sua vontade, naquilo em que ela se choca com a vontade coletiva. E assim vão as crianças aprendendo as regras da convivência democrática, sem que elas constem de um programa…

sinopse do livro “A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir” de Rubem Alves.

EDUCAR – RUBEM ALVES

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

 

CIDADANIA NO AR PARTICIPOU

terça-feira, 1 de novembro de 2011

 

 
Cidadania no Ar está em Sapopemba com mais uma biblioteca circulante filiada a Biblioteca Circulante Carolina Angrisani. São mais 10 livros rodando entre os jovens que participam de cursos profissionalizantes, no “Espaço Cultural Flávio Fernandes de Matos”, sob supervisão da professora Ana Carolina.

Boa leitura a todos!

 

A MÚSICA FAZ MILAGRES!!!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

 

A MÚSICA FAZ MILAGRES!!! Primeiro, leia o que segue abaixo… Depois assista ao vídeo…. CENA (REAL) QUE MARCOU O FILME O filme Amargo Pesadelo estava sendo rodado, no interior dos Estados Unidos. O diretor fez a locação de um posto de gasolina, nos confins do mundo, onde aconteceria uma cena entre vários atores, contracenando com o proprietário do posto, onde ele também morava com sua mulher e filho. Este último autista e nunca saía do terreno da casa. A equipe parou no posto de gasolina, para abastecer e aconteceu a cena mais marcante, que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme. Num dos cortes, para refazer a cena do abastecimento, um dos atores, que sendo músico sempre andava acompanhado do seu instrumento de cordas, aproveitando o intervalo da gravação, e já tendo percebido a presença de um garoto, que dedilhava um banjo na varanda da casa, aproximou-se e começou a repetir a seqüencia musical do garoto. Como houve uma ‘resposta musical”, por parte do garoto, o diretor captou a importância da cena e mandou filmar. O restante vocês verão no vídeo. Atentem para alguns detalhes: – O garoto é verdadeiramente um autista; – ele não estava nos planos do filme; – A alegria do pai, curtindo o duelo dos banjos… dançando – A felicidade da mãe, captada numa janela da casa; – A reação, autêntica de um autista, quando o ator músico quer cumprimentá-lo. Valem a pena o duelo, a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto. A sua expressão, no início, está distante mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música, e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria. A alegria de um autista, que é resgatada, por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso, preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície. Depois, ele volta para dentro de si novamente, deixando a sua parcela de real Beleza eternizada “por acaso” no filme “Amargo Pesadelo” (Ano 1972).

 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

É ASSIM QUE ACONTECE A BONDADE

 

“Se te perguntarem quem era essa que às areias e aos gelos quis ensinar a primavera…”: é assim que Cecília Meireles inicia um de seus poemas. Ensinar primavera às areias e aos gelos é coisa difícil. Gelos e areias nada sabem sobre primaveras.., Pois eu desejaria saber ensinar a solidariedade a quem nada sabe sobre ela. O mundo seria melhor. Mas como ensiná-la?
Seria possível ensinar a beleza de uma sonata de Mozart a um surdo? Como, se ele não ouve? E poderei ensinar a beleza das telas de Monet a um cego? De que pedagogia irei me valer para comunicar cores e formas a quem não vê? Há coisas que não podem ser ensinadas. Há coisas que estão além das palavras. leia mais!!!  

Extraído da obra:

“As melhores crônicas de Rubem Alves”, Editora Papirus, 2008.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O BURACO NO MURO

 

 

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.”

 

 

Enviado por Darli Menga, Curitiba – PR.

 

 

O MINISTRO E A PROFESSORA

quarta-feira, 22 de junho de 2011

 

 

amanda-gurgel-foto

 

Noticias das mais comentadas na semana passada, o rápido enriquecimento do ministro Antônio Palocci, com o faturamento astronômico de sua empresa em ano eleitoral, e o caso da professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, que sem intenção de fazer política analisou a situação da educação no Brasil, sem constrangimento algum e com poucas palavras, têm muita relação. O País, que se diz grandioso e pretende ser um líder mundial, não tem estrutura para oferecer a seus jovens cidadãos uma vida futura decente.E não há, na verdade, nenhuma intenção de fazê-lo, pois isso proporcionaria uma vida inteligente a pessoas que, como agora estão, só se vão preocupar com a própria sobrevivência e nada mais. Grandes empresas usam os serviços de “consultores” que conseguem abrir caminhos propositalmente complicados. E para faturar muito pagam regiamente por isso. Não há nenhuma dúvida: o País não terá nunca cidadãos de primeira classe com o tipo de mentalidade que temos. E os políticos, de todos os partidos, não querem de fato que os brasileiros se desenvolvam intelectualmente, pois não sobreviveriam.

Maria Tereza Murray
terezamurray@hotmail.com
São Paulo-SP

O estado de S. Paulo 22 de maio de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A ‘espertocracia’ educacional

 

 gaudêncio torquato
Machado de Assis, mulato, gago e epilético, um dos maiores ilustrados e respeitados cultores da língua pátria, conseguiu de forma exemplar unir o erudito ao popular. Em seus irretocáveis escritos, ensinava que a democracia deixa de ser uma coisa sagrada quando se transforma em “espertocracia”, o governo de todos os feitios e de todas as formas”.

Já de Rui Barbosa, pequena estatura, advogado, diplomata, político e jornalista, cujo nome está inscrito nos anais da história do Direito internacional, pode-se extrair uma singela lição de seu celebrado patrimônio intelectual: “a musa da gramática não conhece entranhas”. leia mais…

Gaudêncio Torquato               O Estado de S. Paulo 22 de maio de 2011

Rubem Alves

quarta-feira, 25 de maio de 2011

 

Rubem_AlvesFui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei. Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico.

 Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski. E logo me assustei. Nietzsche ficou louco. Fernando Pessoa era dado à bebida. Van Gogh matou-se. Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia. Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica. Maiakoviski suicidou-se.

Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos. Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela, bastar fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou.

 

Pensar é uma coisa muito perigosa… Não, saúde mental elas não tinham. Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental. Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa. Por outro lado, nunca ouvi falar de político que tivesse estresse ou depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas.

 

Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos. Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware, literalmente “equipamento duro”, e a outra denomina-se software, “equipamento macio”. O hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito.

 

O software é constituído por entidades “espirituais” – símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes.

Nós também temos um hardware e um software. O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso. O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo “espirituais”, sendo que o programa mais importante é a linguagem.

 

Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam. Não se conserta um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos podem entrar dentro dele.

Assim, para se lidar com o software há que se fazer uso dos símbolos. Por isso, quem trata das perturbações do software humano nunca se vale de recursos físicos para tal. Suas ferramentas são palavras, e eles podem ser poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, amigos e até mesmo psicanalistas.

 

Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma peculiaridade que o diferencia dos outros: o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que o seu software produz. Pois não é isso que acontece conosco? Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado. Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover. Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção! Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio: a música que saía de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou.

 

Dados esses pressupostos teóricos, estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca, saúde mental até o fim dos seus dias. Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes. A beleza é perigosa para o hardware. Cuidado com a música. Brahms e Mahler são especialmente contra-indicados. Já o rock pode ser tomado à vontade.

 

Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar. Há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago? Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos domingos, não se esqueça do Silvio Santos e do Gugu Liberato.

Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal. Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram.

 

 

Por Rubem Alves

MONJA COEN

segunda-feira, 23 de maio de 2011

 

 

A monja Coen, apesar de não ser descendente de japoneses, consegue definir muito bem algumas características dos japoneses, por vezes incompreensíveis aos outros povos.A monja Coen, que mora em São Paulo no Templo Busshinji, explica porque os japoneses estão surpreendendo o mundo com seu modo de fazer face às dificuldades.

Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro. leia mais…

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