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NENHUMA SIGLA PODE SE CONSIDERAR A GRANDE VITORIOSA

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Análise

Nenhuma sigla pode se considerar a grande vitoriosa

ELIANE CANTANHÊDE COLUNISTA DA FOLHA

Afora o PSB e o PMDB, as vitórias em capitais no primeiro turno foram fatiadas entre vários partidos

O segundo turno entre o tucano José Serra e o petista Fernando Haddad em São Paulo garante sobrevida à polarização nacional PSDB-PT, mas o principal marco da eleição para prefeituras de capitais neste ano foi a pulverização partidária.

Nenhuma sigla pode se arrogar como grande vitoriosa. Afora o PSB, que ganhou em Belo Horizonte e Recife, e o PMDB, que levou no Rio de Janeiro e em Boa Vista, as vitórias em primeiro turno foram fatiadas entre vários partidos, cada um deles com uma capital. São eles: PDT (Porto Alegre), PT (Goiânia), PP (Palmas), PSDB (Maceió) e DEM (Aracaju).

O partido que mais concorre às capitais em segundo turno é o PSDB, em oito. Depois o PT, com cinco, o PDT, com quatro, e o PMDB, com três.

É claro, porém, que há capitais e capitais. No eixo político e econômico do país, sobressaem-se os principais partidos, com PMDB consolidado como força hegemônica no Rio, o PSB em aliança com o PSDB, em BH, e PT e PSDB disputando São Paulo.

O PMDB, que tem a maior capilaridade nacional, fez o maior número de prefeituras, incluindo capitais e interior. Em segundo lugar está o PSDB, e o PT, em terceiro, segundo dados de ontem.

CACIQUES

A presidente Dilma Rousseff pode se considerar perdedora na eleição, já que articulou pessoalmente a desistência do PMDB e o apoio do PSD ao candidato do PT em Belo Horizonte, Patrus Ananias, que foi derrotado.

O vitorioso foi o atual prefeito, Marcio Lacerda, do PSB, em uma aliança que pode se tornar perigosa para Dilma em 2014: entre o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, e o senador Aécio Neves, do PSDB.

Campos tem um pé no governo e outro na oposição e, se não se arvorar ele mesmo em candidato, tanto pode apoiar Dilma quanto Aécio na sucessão presidencial.

O ex-presidente Lula também sofreu derrota doída em Recife, onde a cúpula nacional do PT vetou a candidatura do prefeito João da Costa à reeleição e amargou o terceiro lugar com um nome imposto de cima para baixo.

A derrota ou a vitória de Lula, porém, como a do governador Geraldo Alckmin, depende dos resultados do segundo turno em São Paulo, onde as campanhas devem ser acirradas e agressivas. O que está em jogo, ali, é muito mais do que só a principal prefeitura do país.

Ali também começam a se desenhar as alianças que vão extrapolar as eleições municipais e tendem a chegar à eleição presidencial.

Se Eduardo Campos derrotou Lula e o PT em BH e Recife, o vice-presidente Michel Temer correu para providenciar ontem mesmo o apoio do PMDB a Haddad em São Paulo. Está garantindo o próprio espaço em 2014.
FSP 8/10/12

 

ENQUANTO ISSO, NO SENADO… Imposto devido ao Fisco pelos senadores vai para a conta do contribuinte.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

 

O Estado de S.Paulo

Brasília é o hábitat natural da elite da chamada classe política, representada pelos nobres parlamentares federais. Vivem ali muitos desses ilustres representantes do povo – pelo jeito, a maioria – numa espécie de mundo da fantasia que construíram para seu deleite, apartado da realidade cotidiana e frequentemente conflitante com o bem e o senso comuns. Vivem indiferentes ao fato de, do outro lado da Praça dos Três Poderes, o Judiciário dar inequívocas demonstrações de que o País está perdendo – se já não perdeu – a paciência com o comportamento ominoso e ultrajante dos maus homens públicos que se julgam no direito de inventar uma nova “ética” no trato da coisa pública. E cometem, sem o menor pudor, nova e escandalosa afronta à probidade, jogando a conta do abuso no colo do contribuinte.

 

Em resumo: a Mesa do Senado, presidida por José Sarney, decidiu que um calote no Fisco, calculado em R$ 11 milhões, aplicado pelos 84 senadores nos últimos cinco anos, será finalmente pago, mas com dinheiro público. O que, para começar, contraria o princípio de que a União (Fisco) não pode cobrar da própria União (Senado Federal).

A história pouco fica a dever, em descaramento, à do malfadado mensalão em julgamento pelo STF. A diferença estaria nas tecnicalidades da tipificação penal do desvio de recursos públicos para conchavos políticos e da canalização desses recursos diretamente para o bolso dos senadores. De acordo com cálculos feitos pelo jornal Correio Braziliense, que denunciou o golpe em março, cada senador da República embolsou com o calote cerca de R$ 13 mil por ano. Desde 2007, portanto, beneficiam-se indevidamente da nada desprezível poupança de cerca de R$ 65 mil cada um.

O Imposto de Renda (IR) devido pelos senadores refere-se aos chamados 14.º e 15.º salários a que faziam jus até o fim do ano passado, pagos a título de “verba indenizatória”. E era exatamente pelo fato de alegadamente se enquadrar nessa categoria que a administração do Senado considerava essa verba “não tributável” e, por isso, nunca fez o desconto de IR na folha de pagamento dos senadores. E tudo continuaria assim, se a imprensa não cumprisse seu papel de fiscalizar a administração pública. Quando o jornal denunciou a escandalosa irregularidade, a Mesa do Senado, em nota oficial, alegou que os tais rendimentos adicionais não eram tributáveis “por terem caráter indenizatório”. Mas esse argumento foi prontamente contestado pelo Fisco. Acuado, em maio o Senado desengavetou e aprovou um projeto acabando com a mamata, encaminhando-o à Câmara dos Deputados, onde dorme placidamente. No início de agosto, a Receita enviou intimações a cada um dos senadores, cobrando o que considera devido.

Os parlamentares, é claro, se revoltaram com a cobrança, alegando que os pagamentos não foram feitos devido a “erro administrativo” da Casa, que não procedeu aos descontos devidos. E passaram a pressionar a Mesa. Apesar de o senador José Sarney, na condição de presidente, ter dito a jornalistas que os senadores deveriam se entender individualmente com a Receita, na última terça-feira o vice-presidente Anibal Diniz (PT-AC) anunciou que, por decisão da Mesa, o Senado vai pagar o que é devido pelos parlamentares.

Diniz não fez segredo da razão pela qual a decisão foi tomada: “Na medida em que a ajuda de custo foi abolida, o Senado se acusou e a Receita começou a exigir o pagamento. Então, os senadores pressionaram a Mesa para não serem punidos”. E acrescentou: “Ficou uma dúvida, mas não foi culpa dos senadores. A Mesa adota a posição de fazer o ressarcimento devido. A Casa reconhece que, se houve falha, ela própria vai fazer o pagamento”.

Se houve ou não falha da administração do Senado é uma questão agora irrelevante. O IR é devido pelas pessoas físicas dos senadores, que se beneficiaram do não recolhimento dos valores devidos. Cabia a eles declarar os seus rendimentos e, sobre eles, pagar o imposto devido. A direção da Casa anunciou que ainda vai calcular exatamente o que seria devido ao Fisco e que vai recorrer à Justiça. Ou seja, pendurará a despesa na conta do contribuinte. Certamente, não é o mesmo vento que sopra em todos os cantos da Praça dos Três Poderes.

O Estado de São Paulo, 30 de setembro de 2012.

 

AINDA HÁ JUIZES EM BERLIM

sábado, 8 de setembro de 2012

João Mellão Neto – O Estado de S.Paulo, 7 de setembro de 2012.

Este episódio teria ocorrido em meados do século 18. E, a esta altura, ninguém mais sabe dizer quanto de verdade ou de ficção há nele. Mas é emblemático e eloquente. E isso já é mais do que o suficiente para reproduzi-lo. Governava a Prússia o rei Frederico II, que acabara de construir o seu castelo de verão, o Sans-Souci. Correu tudo de acordo com o planejado, não fosse um imprevisto: do palácio se via um antigo moinho que enfeava a paisagem. O que fazer?

 

O rei tinha fama de ser um déspota esclarecido. Jamais poderia valer-se de um gesto de arbítrio que pudesse levar a perder uma reputação de tolerância duramente conquistada. Mas suportar aquele moinho caindo aos pedaços ali não dava. A princípio tentou comprá-lo. Em vão. O seu proprietário recusou todas as atraentes propostas que os enviados do soberano lhe levaram. A coisa chegou a tal ponto que o próprio rei chamou ao palácio aquele renitente moleiro. O sujeito apresentou as suas razões para não efetuar a venda: em primeiro lugar, ali haviam vivido o seu pai, o seu avô e o avô do seu avô; em segundo lugar, a renda que o moinho lhe proporcionava era pequena, mas era mais do que suficiente para manter o seu modesto padrão de vida, e, por fim, ele já era velho demais para começar uma nova vida em outro lugar.

Frederico II começou a perder a paciência.

– O senhor parece desconhecer o fato de que eu sou o rei! Eu poderia simplesmente usar da força e desalojá-lo!

– O senhor não fará isso!

– E por que não?

– Porque ambos sabemos que ainda há juízes em Berlim.

É muito oportuno relembrar essa história, principalmente em épocas como a presente, em que o partido que está no poder entende que, por ter vencido as eleições, todo o restante da Nação lhe deve vassalagem.

Não deve. Existem direitos e garantias individuais cujo valor não provém exclusivamente do fato de estarem insculpidos na Constituição, mas, sim, porque eles correspondem à vontade de todos nós.

Felizmente para nós, da mesma forma que existiam juízes em Berlim, existem também em Brasília. Briosos, intimoratos, eles têm demonstrado ter a têmpera do aço: quebram, mas não se dobram.

No presente episódio, o julgamento do mensalão, a princípio alguns deles se mostraram tímidos, abúlicos até. Mas bastou a imprensa instigá-los para que todos reagissem da maneira que o povo brasileiro esperava deles. O relator apresentou o seu relatório e o revisor – embora não com a veemência que se esperava dele – também cumpriu a sua parte, e eis que o julgamento está ocorrendo.

Pena do nosso reizinho, que acreditava que “quem ganha leva tudo”. Na prática não é bem assim. Nas democracias existem instituições e são elas que dirigem a nação. O nosso aprendiz de tirano parece que ignorava tudo isso. Tanto que chegou ao ponto de interpelar um ministro do Supremo Tribunal Federal com o fim de dissuadi-lo de levar à frente o julgamento. O ministro, com toda a razão, repudiou tal intimidade e levou o diálogo para a imprensa. E esta tratou de divulgar o fato.

A partir desse momento, qualquer manobra protelatória se tornou impossível. E o sonho de absolvição de muita gente por decurso de prazo acabou não passando disso, um sonho.

Os senhores magistrados estão mostrando a que vieram, por que existem. E isso é muito útil para a Nação. Doravante, independentemente da posição social, econômica ou política, todos os que ousarem burlar a lei já sabem, antecipadamente, o tratamento que a Justiça lhes dedicará.

O velho ditado de que na Justiça brasileira todos são culpados até que provem ser influentes, de repente, perdeu o sentido. Foram condenados, até agora, líderes políticos influentes, proprietários de bancos e mais uma penca de pessoas que, até dois meses atrás, nós jamais poderíamos imaginar ver atrás das grades.

E é o caso de perguntar: cadê o Delúbio Soares, que no auge do escândalo teve o atrevimento de comentar que, passados dois anos, tudo aquilo não passaria de uma piada de salão? Cadê o José Dirceu, que ainda sonhava em se eleger deputado e retomar a sua carreira política? Cadê o carequinha Marcos Valério, que, agora se vê, de careca não tinha nada? Pelo que se sabe, andava esbanjando dinheiro por aí. Provavelmente agora não poderá fazê-lo mais. E cadê a poderosa banqueira que fornecia dinheiro para o esquema em troca de favores do governo?

O Brasil não se tornará um país mais honesto somente por causa disso. Apenas os assaltantes do erário terão de ter mais cautela de hoje em diante.

Muita gente acreditava que os nossos juristas não tinham nem capacidade nem discernimento para julgar causas mais complexas, em especial aquelas que envolvem crimes de colarinho-branco. Talvez não tivessem, realmente. Mas ficou provado que, quando eles se cercam de uma boa assessoria técnica, são capazes de operar milagres. Quem não ficou surpreso com o grau de certeza com que os senhores magistrados brandiram argumentos outrora privativos da área financeira?

O reizinho, a esta altura, deve estar muito preocupado. Não era ele que dizia as quatro ventos que dedicaria seu primeiro ano fora do poder a provar que o mensalão nunca existiu? Que tudo se tratava de uma armação da imprensa golpista, que não aceitava a ideia de ter um humilde operário ocupando a Presidência da República?

Por enquanto ele pode dormir sossegado, porque o mensalão somente pôde ser julgado porque o excluiu da lista de réus. Mas, e depois? E se, porventura, ocorrer um novo escândalo envolvendo a sua gestão? Ele não poderá mais alegar inocência, porque será moralmente reincidente.

Mesmo assim, não tem problema. Afinal, se Deus lhe deu um par de pernas covardes, porque ele não as usaria para correr?

Por Por enquanto ele pode dormir sossegado, porque o mensalão somente pôde ser julgado porque o excluiu da lista de réus. Mas, e depois? E se, porventura, ocorrer um novo escândalo envolvendo a sua gestão? Ele não poderá mais alegar inocência, porque será moralmente reincidente.

Mesmo assim, não tem problema. Afinal, se Deus lhe deu um par de pernas covardes, porque ele não as usaria para correr?  Por enquanto ele pode dormir sossegado, porque o mensalão somente pôde ser julgado porque o excluiu da lista de réus. Mas, e depois? E se, porventura, ocorrer um novo escândalo envolvendo a sua gestão? Ele não poderá mais alegar inocência, porque será moralmente reincidente.

Mesmo assim, não tem problema. Afinal, se Deus lhe deu um par de pernas covardes, porque ele não as usaria para correr?

Jornalista, foi deputado estadual e federal. Secretário e ministro de estado. E-mail: j.mellao@uol.com.br

 

REVOLTA SÍRIA ATRAI JOVENS DE CLASSE MÉDIA

segunda-feira, 30 de julho de 2012

 

 Revolta síria atrai jovens de classe média

Em Aleppo, universitários treinam para se juntar a rebeldes, mas enfrentam fila de espera por armamentos

Segunda maior cidade do país, Aleppo está há nove dias sob violentos combates e ataques aéreos das tropas sírias

 

 

 

 

 

Efe
Rebeldes do Exército Livre da Síria patrulham rua na cidade de Aleppo, no norte da Síria, atual epicentro da rebelião contra o regime de Bashar Assad
Rebeldes do Exército Livre da Síria patrulham rua na cidade de Aleppo, no norte da Síria, atual epicentro da rebelião contra o regime de Bashar Assad

 

Sentados sobre colchões numa das salas de aula de uma escola convertida em base rebelde, oito estudantes da universidade de Aleppo mal passados dos 20 anos conversam animadamente.

É noite e eles acabaram de chegar ao vilarejo de Marea, 32 km ao norte da cidade, a metrópole síria que vive violentos combates há nove dias.

O objetivo: receber treinamento militar para aderir ao ELS (Exército Livre da Síria), a milícia rebelde que desafia o punho de ferro do regime e já controla metade de Aleppo, a maior cidade síria.

As camisas de grife e o inglês decente contrastam com a origem simples da maioria dos combatentes. A classe média universitária que deflagrou os protestos em Aleppo, em abril do ano passado, quer pegar em armas.

“Vim treinar porque nunca usei uma arma”, admite o estudante de administração Amir, 21, morador do bairro rico de Nova Aleppo. Como os outros, ele ganhou o direito de adiar o serviço militar obrigatório aos 18 ao ingressar na universidade.

O desejo de adesão é crescente, mas muitos ficam na fila de espera porque não há armas para todos. É o caso de Ahmed, 23, formado em inglês na universidade “revolucionária” de Aleppo, como ele chama o campus.

“No começo acreditávamos em protestos pacíficos, mas a resposta do regime foi tão brutal que a maioria dos meus colegas quer aderir ao ELS”, diz Ahmed.

Ele conta que ficou preso 37 dias numa prisão subterrânea por organizar e documentar protestos em seu blog. Há dois meses, decidiu se juntar à luta armada. “Cheguei atrasado, não há armas.”

Quem tem condições financia o armamento do próprio bolso, algo para poucos. Um fuzil Kalashnikov, o preferido dos insurgentes, está custando cerca de 100 mil libras sírias (R$ 3.130).

Comandantes rebeldes dizem que a maioria das armas usadas contra o regime foi capturada do inimigo, como fuzis e lança morteiros.

O arsenal é reforçado em cozinhas de apartamentos, que viram fábricas improvisadas de bombas caseiras.

Nas ruas de Aleppo, carcaças de tanques incendiados são a prova de que os explosivos funcionam. Mais de 20 foram destruídos na última semana, diz o ELS.

DAMASCO

Mas o poder de fogo das tropas leais ao ditador Bashar Assad é amplamente superior, sobretudo nos céus.

Helicópteros voltaram a bombardear ontem bairros de Aleppo dominados pelos insurgentes, embora em escala menor que nos últimos dias. Segundo a ONU, 200 mil pessoas fugiram da cidade só no fim de semana.

Desde que a rebelião contra Assad começou, há 16 meses, estima-se que cerca de 20 mil pessoas tenham morrido.

O regime declarou vitória em Damasco, depois de duas semanas de intensos ataques para conter a ofensiva rebelde na capital.

Leon Panetta, secretário de Defesa dos EUA, disse ontem que Assad perdeu totalmente a legitimidade e que seu regime está perto do fim.

“Se continuarem com esse trágico tipo de ataques contra seu próprio povo em Aleppo, acabará sendo um prego no caixão de Assad”, disse Panetta.

Marcelo Ninio (enviado especial a Marea – Síria)
Folha de São Paulo, 30 de julho de 2012

 

O QUE A LEITURA PODE FAZER POR VOCÊ?

quarta-feira, 4 de julho de 2012

 

SÃO PAULO GANHA NOVO NAVIO DE PESQUISA

quinta-feira, 31 de maio de 2012

 

São Paulo ganha novo navio de pesquisa

Bancada pela USP e pela Fapesp, embarcação custou US$ 11 milhões e é capaz de ficar cerca de 40 dias navegando

Equipamentos do Alpha Crucis permitem ‘ver’ o solo marinho, medir correntes marítimas e estudar biodiversidade

Após quatro anos, a pesquisa oceanográfica de São Paulo volta a ter um navio para chamar de seu. Batizado de Alpha Crucis -a estrela da constelação do Cruzeiro do Sul que representa o Estado na bandeira do Brasil-, ele foi apresentado ontem no porto de Santos.

A embarcação foi comprada em uma ação conjunta da USP e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e levou 15 meses para ser reformada e equipada. Todo o processo custou US$ 11 milhões.

Com 64 m de comprimento, 11 m de de largura e média de 40 dias de autonomia no mar, a embarcação retoma as pesquisas interrompidas com a aposentadoria do navio Professor W. Besnard, em 2008.

Mesmo antes de encerrar suas operações, o Besnard já oferecia limitações. Por questões de segurança, não podia ir além de 370 km de distância da costa brasileira.

“É uma nova era para as pesquisas. Os equipamentos estão novinhos, tudo perfeito”, afirma Luiz Vianna Nonato, do IO (Instituto Oceanográfico) da USP.

O navio tem sistema de estabilização que permite que ele fique parado ou siga uma linha reta sem interrupções. Isso é útil em estudos que requerem obedecer uma rota extremamente precisa.

Além disso, o navio tem ainda scanners e outros equipamentos que possibilitam uma varredura do fundo do mar, ajudando trabalhos sobre relevo, biodiversidade, petróleo e outros temas.

RECAUCHUTADO

O Alpha Crucis já soma 39 anos em operação. Antes de chegar ao Brasil, ele pertenceu à Noaa (agência nacional de oceanos dos EUA) e à Universidade do Havaí.

“Mas o navio está em excelentes condições. Além de ter sido extremamente bem cuidado, ele sofreu uma grande reforma antes de chegar até nós”, avaliou Nonato.

Antes de bater o martelo, a equipe visitou 18 outros navios. “Precisava ser um equipamento funcional e em condições de ser reformado para fazer pesquisa de ponta, mas ainda com um preço acessível”, explica Michel Mahiques, diretor do IO-USP.

O Alpha Crucis deve zarpar para sua primeira missão (um projeto da USP sobre fluxos de carbono na costa brasileira) no segundo semestre. Outras duas saídas estão programadas para 2012.

O navio também estará aberto a receber cientistas de outras instituições, que deverão submeter suas propostas a uma comissão científica.

“A operação do navio é cara [cerca de US$ 15 mil por dia no mar]. Então, a seleção, é claro, será bastante criteriosa. Mas nós estamos abertos”, explica Mahiques.

Com quatro laboratórios, sala de estar, miniacademia e até churrasqueira, o navio poderá receber (dependendo da configuração) cerca de 40 pessoas, 18 delas tripulantes.

O objetivo é que, além dos cientistas-chefes, as missões sejam sempre acompanhadas por alunos da USP.

Giuliana Miranda  Folha de São Paulo, 31 de maio de 2012

 

 

A ROSA DA SABEDORIA

terça-feira, 24 de abril de 2012

 A rosa da sabedoria

Houve, entre 2009 e 2010, um aumento de 8,3% no número de livros comercializados no Brasil. Enquanto isso, o preço médio do livro está caindo

Erevan, sede do governo e maior município da Armênia, assumiu oficialmente ontem, 23 de abril, a condição de capital mundial do livro de 2012, sucedendo Buenos Aires.

Nessa data, transcorre o Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor, instituído em 1995 e comemorado desde 1996 pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), que a cada ano outorga o título a uma cidade.

Para os brasileiros, principalmente os paulistanos, a comemoração em 2012 é tão especial quanto para o povo armênio, pois teremos a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o grande momento da leitura em nosso país.

O evento contribuirá para que o acesso ao livro continue crescendo, conforme tendência revelada na última edição da Pesquisa sobre Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro: expansão, entre 2009 e 2010, de 8,3% do número de exemplares comercializados, considerando-se apenas o movimento em livrarias, internet e porta a porta, dentre outros canais, excluindo compras governamentais e de entidades sociais.

Por outro lado, o faturamento relativo a esse recorte mercadológico da comercialização sofreu um decréscimo real de 2,24% (já descontada a inflação). Isso significa que o preço médio do livro diminuiu 4,42% em 2010.

Entre 2008 e 2009, a pesquisa anual da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), realizada pela Fipe, já havia registrado redução de 3,52% nos preços.

Os números evidenciam que a atividade do setor editorial transcende em muito ao universo dos negócios. Não basta produzir e vender livros. É preciso viabilizar a multiplicação do acesso à leitura.

Ler deve ser um direito inerente à cidadania e uma ferramenta de disseminação da cultura, do aperfeiçoamento da educação e da garantia de independência.

Com certeza, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo contribui muito para o sucesso dessa meta, dada a sua dimensão, alcance, atratividade de novos leitores e capacidade de despertar o gosto pelas letras em milhares de crianças, jovens e adultos.

Por essa razão, o evento é uma das mais relevantes ações da Câmara Brasileira do Livro (CBL) no exercício de seu compromisso de viabilizar a democratização da leitura. Essa é uma responsabilidade que o setor privado, por meio de suas entidades de classe, tem de compartilhar com o poder público.

Portanto, há este ano, no Brasil, um caráter ímpar para o Dia Mundial do Livro, que enaltece a imortalidade de Cervantes e Shakespeare, falecidos em 23 de abril de 1616, e celebra o nascimento de autores como Maurice Druon, K. Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.

Além da vida e obra desses grandes nomes da literatura, outra ideia inspiradora da Unesco para instituir a data advém da tradição catalã, na Espanha, de, também nesse dia, dar uma rosa a quem compra um livro. É a rosa da sabedoria, da liberdade e do desenvolvimento.


KARINE PANSA, 35, empresária do setor editorial, é presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) – Folha de São Paulo, 24 de abril de 2o12

 

 

COMO UMA ENGENHEIRA CONTA HISTÓRIA PARA O FILHO DORMIR

terça-feira, 17 de abril de 2012

 O filho quer dormir e pede à mãe (engenheira) para contar uma história e ela conta a dos três porquinhos. “Meu Filho, era uma vez três porquinhos, P1, P2 e P3, e um Lobo Mau, por definição, LM, que os vivia atormentando. P1 era sabido e já era formado em Engenharia. … P2 era arquiteto e vivia em fúteis devaneios estéticos, absolutamente desprovidos de cálculos rigorosos. P3 fazia Estilismo e Moda. LM, na Escala Oficial da ABNT para medição da Maldade (EOMM), era Mau nível 8,75 (arredondando a partir da 3ª casa decimal para cima). LM também era um mega investidor imobiliário sem escrúpulos e cobiçava a propriedade que pertencia a os Pn (onde ‘n’ é um número natural e varia entre 1 e 3), visto que o terreno era de boa conformidade geológica e configuração topográfica, localizado próximo à Granja Viana.

Mas, nesse promissor perímetro, P1 construiu uma casa de tijolos, sensata e logicamente planejada, toda protegida e com mecanismos automáticos. Já P2 montou uma casa de blocos articulados feitos de mogno, que mais parecia um castelo lego tresloucado. Enquanto P3 planejou no AutoCAD e montou ele mesmo, com barbantes e isopor como fundamentos, uma cabana de palha com teto solar, e achava aquilo ‘o máximo’. Um dia, LM foi até a propriedade dos suínos e disse, encontrando P3: – ‘Uahahhahaha, corra, P3, porque vou gritar, e vou gritar e chamar o CREA para denunciar sua casa de palha projetada por um formando em Comunicação e Expressão Visual! ‘ Ao que P3 correu para sua amada cabana, mas quando chegaram lá os fiscais do CREA já havia posto tudo abaixo. Então P3 correu para a casa de P2.

Mas quando chegou lá, encontrou LM à porta, batendo com força e gritando: – ‘Abra essa porta, P2, ou vou gritar, gritar e gritar e chamar o Greenpeace, para denunciar que você usou madeira nobre de áreas não-reflorestadas e areia de praia para misturar no concreto. ‘ Antes que P2 alcançasse a porta, esta foi posta a baixo por uma multidão ensandecida de ecos-chatos que invadiram o ambiente, vandalizaram tudo e ocuparam os destroços, pichando e entoando palavras de ordem. Ao que segue P3 e P2 correm para a casa de P1. Quando chegaram à casa de P1, este os recebe, e os dois caem ofegantes na sala de entrada. P1: – ‘O que houve?’ P2: – ‘LM, lobo mau por definição, nível 8.75, destruiu nossas casas e desapropriou os terrenos. ‘ P3: – ‘Não temos para onde ir. E agora, que eu farei? Sou apenas um formando em Estilismo e Moda!’ Tum-tum-tum- tum-tuuummm! !!! (isto é somente uma simulação de batidas à porta, meu filho! o som correto não é este).

LM: – ‘P1, abra essa porta e assine este contrato de transferência de posse de imóvel, ou eu vou gritar e gritar e chamar os fiscais do CREA em cima de você!!! E se for preciso, até aquele tal de CONFEA. ‘ Como P1 não abria (apesar da insistência covarde do porco arquiteto e do estilista), LM chamou os fiscais. Quando estes lá chegaram, encontraram todas as obrigações e taxas pagas e saíram sem nada argüir. Então LM gritou e gritou pela segunda vez, e veio o Greenpeace, mas todo o projeto e implementação da casa de P1 era ecologicamente correta. Cansado e esbaforido, o vilão lupino resolveu agir de forma irracional (porém super comum nos contos de fada): – ele pessoalmente escalou a casa de P1 pela parede, subiu até a chaminé e resolveu entrar por esta para invadi-la.

Mas quando ele pulou para dentro da chaminé, um dispositivo mecatrônico instalado por P1 captou sua presença por um sensor térmico e ativou uma catapulta que impulsionou com uma força de 33.300 N (Newtons) LM para cima com uma inclinação de 32,3° em relação ao solo. Este subiu aos céus, numa trajetória parabólica estreita, alcançando o ápice, onde sua velocidade vertical chegou a zero, a 200 metros do chão.

Agora, meu filho, antes que você pegue num repouso gostoso e a mamãe te cubra com este edredom macio e “quente” (veja bem, ele impedirá que você perca calor), admitindo que a gravidade vale 9,8 m/s², calcule:
a) a massa corporal do lobo.
b) o deslocamento no eixo ‘x’ do lobo, tomando como referencial a chaminé.
c) a velocidade de queda de LM quando este tocou o chão (considere o atrito pela resistência do ar).
Boa noite filho

enviado por Roberto Boscarriol, São Paulo – SP.

 

MEU NOME É MULHER!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

 

 

 

Meu nome é MULHER!
 
Eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, esteio de família
Sou caminhoneira, taxista,
Piloto de avião, motorista de onibus, policial feminina,
Operária em construção..
Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER!!!
enviado por Sergio Mikitchuk, Brasília – DF.

A JUSTIÇA É CEGA, MAS A INJUSTIÇA PODEMOS VER

terça-feira, 18 de outubro de 2011

 

 

 

A Justiça Brasileira!!!

Eis o porquê da expressão: ‘deixar o cachorro passar e implicar com a pulga’

Paulo, 28 anos, casado com Sônia, grávida de 04 meses, desempregado há dois meses, sem ter o que comer em casa foi ao rio Piratuaba-SP a 5km de sua casa pescar para ter uma ‘misturinha’ com o arroz e feijão, pegou 900gr de lambari, e sem saber que era proibido a pesca, foi detido por dois dias, levou umas porradas. Um amigo pagou a fiança de R$ 280,00 para liberá-lo e terá que pagar ainda uma multa ao IBAMA de R$ 724,00. A sua mulher Sônia grávida de 04 meses, sem saber o que aconteceu com o marido que supostamente sumiu, ficou nervosa e passou mal, foi para o hospital e teve aborto espontâneo. Ao sair da detenção, Ailton recebe a noticia de que sua esposa estava no hospital e perdeu seu filho, pelos míseros peixes que ficaram apodrecendo no lixo da delegacia.

Quem poderá devolver o filho de Sônia e Paulo?

Henri Philippe Reichstul, de origem estrangeira, Presidente da PETROBRAS.

Responsável pelo derramamento de 1 milhão e 300 mil litros de óleo na Baía da Guanabara. Matando milhares de peixes e pássaros marinhos. Responsável, também, pelo derramamento de cerca de 4 milhões de litros de óleo no Rio Iguaçu, destruindo a flora e fauna e comprometendo o abastecimento de água em várias cidades da região. Crime contra a natureza, inafiançável.

Encontra-se em liberdade. Pode ser visto jantando nos melhores restaurantes do Rio e de Brasília.

enviado por Heloisa Del Nero, Itatiba – SP.

 

COMO FUNCIONA O MERCADO DE AÇÕES?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

 

 

 

 

 

 
Uma  vez, num pequeno e distante vilarejo, apareceu um homem anunciando que compraria burros por R$10,00 cada. Como havia muitos burros na região,os aldeões iniciaram a caçada.

O homem comprou centenas de burros a R$10,00, e como os aldeões diminuíram o esforço na caça, o homem anunciou que pagaria R$20,00 por cada burro.

Os aldeões foram novamente à caça, mas logo os burros foram escasseando e os aldeões desistiram da busca. A oferta aumentou então para R$25,00 e a quantidade de burros ficou tão pequena que já não havia mais interesse em caçá-los. O homem então anunciou que compraria cada burro por R$50,00! Como iria à cidade grande, deixaria seu assistente cuidando da compra dos burros.

Na ausência do homem, seu assistente propôs aos aldeões:

Sabem os burros que o homem comprou de vocês? Eu posso vendê-los a vocês a R$35,00 cada. Quando o homem voltar da cidade, vocês vendem a ele pelos R$50,00 que ele oferece, e ganham uma boa bolada’.

Os aldeões pegaram suas economias e compraram todos os burros do assistente. Os dias se passaram, e eles nunca mais viram nem o homem,nem o seu assistente, somente burros por todos os lados.

Entendeu agora como funciona o mercado de ações?

Enviado por Luiz Villares, São Paulo – SP.

SEXA

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

 

 

– Pai…
– Hmmm?
– Como é o feminino de sexo?
– O quê?
– O feminino de sexo.
– Não tem.
– Sexo não tem feminino?
– Não.
– Só tem sexo masculino?
– É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
– E como é o feminino de sexo?
– Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
– Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino.
– O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra “sexo” é masculina. O sexo masculino, o sexo feminino.
– Não devia ser “a sexa”?
– Não.
– Por que não?
– Porque não! Desculpe. Porque não. “Sexo” é sempre masculino.
– O sexo da mulher é masculino?
– É. Não! O sexo da mulher é feminino.
– E como é o feminino?
– Sexo mesmo. Igual ao do homem.
– O sexo da mulher é igual ao do homem?
– É. Quer dizer… Olha aqui. Tem o sexo masculino e o sexo feminino, certo?
– Certo.
– São duas coisas diferentes.
– Então como é o feminino de sexo?
– É igual ao masculino.
– Mas não são diferentes?
– Não. Ou, são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
– Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.
– A palavra é masculina.
– Não. “A palavra” é feminino. Se fosse masculina seria “O pal…”
– Chega! Vai brincar, vai.
O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta:
– Temos que ficar de olho nesse guri…
– Por quê?
– Ele só pensa em gramática.

     Luís Fernando Veríssimo  

 

 

"NO FRIGIR DOS OVOS"

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

 

 

 

 

 

 

 

 

Pergunta:

Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão “no frigir dos ovos”?

 Resposta:

Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.

E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas. 

Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.

Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos. 

Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas, como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão. 

Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou. 

O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente. 

Por outro lado, se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco… 

A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois, quando se junta a fome com a vontade de comer, as coisas mudam da água pro vinho. 

Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.

Entendeu o que significa “no frigir dos ovos”?

enviado por Darli Menga, Curitiba – PR.

JOVENS LANÇAM CRUZADA NA WEB PELO VOTO DISTRITAL

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

 

 

 

Autor(es): Lucas de Abreu Maia
O Estado de S. Paulo – 14/08/2011

Intenção de movimento é reunir, até o fim de setembro, 1 milhão de assinaturas para pressionar o Congresso a aprovar a reforma política

– O Estado de S.Paulo

Diante da indagação sobre suas profissões, eles não hesitam e a resposta vem em uníssono: “empreendedor social”. O termo talvez seja mesmo o que melhor descreva o trabalho desses quatro jovens, entre 24 e 26 anos, todos profundamente politizados – que, em meio a uma série de empreendimentos e trabalhos free lancers que assumem, encontraram tempo para encampar a bandeira da reforma política.

Especificamente, eles defendem a mudança do sistema eleitoral para o voto distrital – sistema pelo qual o País seria dividido em pequenos distritos, que passariam a eleger, por meio de voto majoritário, vereadores, deputados e senadores.leia mais!!!

OS 3 ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE "O GRANDE"

segunda-feira, 11 de julho de 2011

 

1 – Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;

2- Que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados como prata, ouro e pedras preciosas ;

3 – Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a ALEXANDRE quais as razões desses pedidos e ele explicou:

1- Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder diante da morte, são tão fracos e incapazes quanto qualquer outro mortal e por isso não são diferentes;

2- Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

3- Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

Por isso que ele era chamado de ‘O GRANDE’

enviado por Sergio Mikitchuk, Brasília – DF.

INTRIGANTE!!!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

É um mistério, ou não é ?
Este ano vamos experimentar quatro datas incomuns ….
1/1/11, 1/11/11, 11/1/11, 11/11/11 e Tem mais!!!
Pegue os últimos 2 dígitos do ano em que você nasceu mais a idade que
você vai ter este ano e a sua soma será igual a 111 para todos!
Por exemplo: o Fulano nasceu em 1981 e vai fazer 30 anos. Portanto:
81 + 30 = 111
ALGUEM EXPLICA O QUE É ISSO ????
É o Ano do dinheiro!!!
Este ano outubro terá 5 domingos, 5 segunda feira e 5 sábados. Isto
acontece uma vez a cada 823 anos.
Estes anos são conhecidos como ‘moneybags’. Passe para 8 boas
pessoas e o dinheiro aparece em 4 dias, baseado no feng-shui chinês.
Quem parar não recebe; é um mistério… Bom, eu é que não vou
parar…não custa tentar….

Enviado por Sergio Mikitchuk, Brasilia-DF

sexta-feira, 10 de junho de 2011

MMDC
 

Dois anos depois de assumir o poder na Revolução de 1930, Getúlio Vargas ainda não havia cumprido a promessa de criar uma nova constituição. Em 23 de maio de 1932, após vários comícios contra o governo federal, estudantes paulistas tentaram invadir a sede um dos bastiões do regime, o Partido Popular Paulista, na Rua Barão de Itapetininga, no centro. Euclides Bueno Miragaia, de 21 anos, Mario Martins de Almeida, de 21, Drausio Marcondes de Souza, de 14, e Antonio Américo de Camargo Andrade, de 30 (o único a deixar filhos) foram fuzilados por soldados. As primeiras quatro vítimas do confronto entre São Paulo e o governo Vargas se tornaram a sigla MMDC, que inspirou outros paulistas a se rebelarem. Em 9 de julho, começou a Revolução Constitucionalista de 1932.

Edison Veiga, O Estado de São Paulo 22 de maio de 2011

BOSQUE DA LEITURA

quinta-feira, 9 de junho de 2011

 

Espaço reservado, sossegado, que oferece aos frequentadores do Parque Ibirapuera, títulos informativos ou de lazer – que compreemdem revistas, quadrinhos e livros de crônicas, literatura adulta e juvenil – e cadeiras e bancos ao ar livre.

Portão 7
Domingo, das 10h às 16h
fone: (11) 3672 0456
smb_bosquedaleitura@yahoo.com.br

quarta-feira, 25 de maio de 2011

 

pais-e-filhos

 

Resultado Sobre a Enquete…

 

 

Nossa enquete sobre o porquê “os jovens usam drogas” se encerrou.

Três alternativas receberam 67,4% dos votos dos nossos internautas. Foram elas: “por medo de viver e enfrentar os problemas, encarar a vida de frente (cabeça fraca)” – 15 votos; “falta de dialogo sincero e verdadeiro entre pais e filhos” – 9 votos; “para ser aceito no grupo” – 7 votos.

Confesso que me surpreendi com a elevada proporção da 1ª opção (um terço dos votantes). Uma avaliação muito severa com o jovem, em relação a uma situação tão complexa.

O que é ter cabeça fraca? A criança não conhece esse mundo que o adulto mexe e remexe! Se não tiver pais afetuosos ou mesmo um avô, uma tia que estejam dispostos a ouvir ou mesmo só prestar atenção e até apenas um bom amigo, como a cabeça pode ficar forte?

Quem não tem medo de viver e enfrentar os problemas? Eu tenho! Atire a primeira pedra quem não tiver!

Por Denise Cavallini

quarta-feira, 27 de abril de 2011

 

dia do livro

 

Em 18 de abril é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento de Monteiro Lobato, considerado por muitos o pai da literatura infantojuvenil brasileira.

Antes dos livros de Lobato, as histórias lidas pelas crianças no Brasil eram importadas da Europa. Elas apresentavam ambientações e contextos distantes da nossa cultura e eram traduzidas para um português difícil de ser compreendido. A literatura nacional também não encantava porque estava a serviço da escola e se preocupava mais em transmitir valores do que em divertir e abrir as portas para a imaginação. Leia mais…

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