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Massa Critica

quinta-feira, 31 de março de 2011

 

 

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 Ciclofaixas para dignidade – Entrevista Enrique Penalosa 

 

  

 

 

Estradas Federais

segunda-feira, 14 de março de 2011

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Polícia registra 189 mortes nas estradas do país no Carnaval

 

 

UM MOTORISTA É MULTADO A CADA 5 SEGUNDOS NA CAPITAL

sábado, 5 de março de 2011

 

 

 Total de infrações na cidade atingiu 6,97 milhões em 2010, alta de 11,5%

 

 

 

Crescimento coincide com maior fiscalização; invasão da faixa de ônibus e abuso de velocidade lideram alta

A cada cinco segundos de 2010, em média, um motorista teve seu veículo multado nas ruas da capital paulista.
Essa é uma das revelações do balanço divulgado ontem pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) da fiscalização das vias de São Paulo. No total, foram 6.974.682 multas, crescimento de 11,52% em comparação aos dados de 2009.
Esse crescimento coincide com um aumento da eficiência de fiscalização. Além do maior número de radares, de 450 para 547, foram implantados no ano passado 193 radares inteligentes, que, ao contrário dos normais, conseguem ler as placas e captam infrações ao rodízio e à inspeção veicular.
Houve ainda um aumento de cerca de 300 policiais militares na fiscalização.
Essa maior fiscalização fez saltar, principalmente, as multas aos motoristas que invadiram as faixas exclusivas para ônibus e àqueles que abusaram da velocidade.
Essas duas categorias lideram o ranking no crescimento de infrações, com 44,22% e 26,77%, respectivamente.
Mas, em número absolutos, a infração por desrespeito ao rodízio continua sendo a campeã, com mais de 2 milhões de multas aplicadas -crescimento de 21%.
De acordo com nota divulgada pela CET, com “essa expansão na estrutura dos equipamentos eletrônicos”, houve “uma fiscalização mais eficiente e precisa”.
Com isso, a companhia diz ter conseguido liberar mais seus agentes para organização e segurança do trânsito. O resultado, ressalta, foi uma redução na média nos picos de lentidão para 99 km, ante os 107,5 km de 2009.

CRÍTICAS
Para o consultor em trânsito e transporte Horácio Augusto Figueira, o número de multas mostra um erro de foco da companhia, ao ver que quase um terço das infrações flagradas na capital são de rodízio. “Lamentável. Que tipo de risco o rodízio causa?”
Para ele, isso mostra que a preocupação com a segurança não é prioridade. “O objetivo da fiscalização não é preservar vidas? Então, fluidez deveria vir em segundo lugar. Lamentável ver um terço da energia de fiscalização, humana ou mecânica, para infração inútil. Não estão preocupados com a vida.”
O também consultor José Bernardes Felex diz ver um erro na forma como a CET divulga os dados, não priorizando quais os efeitos educativos eles provocaram.
“Só vai ter sentido se representar uma melhoria na educação do trânsito. Na melhoria da cultura. Não estou vendo. A multa só tem sentido enquanto for educativa.”

ROGÉRIO PAGNAN e ALENCAR IZIDORO FSP, 5 de março de 2011

NA DIREÇÃO

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

 

Outro dia saindo de casa com o carro, logo à minha frente estava um New Beatle. Coincidentemente, até certo ponto do trajeto, seguimos pelas mesmas ruas – foram dez manobras para a direita ou para a esquerda. Mas o que chamou minha atenção não foi o fato de fazermos o mesmo caminho. O motorista fez todas as conversões sem usar uma única vez a indicação de conversão, as famosas setas para a direita ou para a esquerda.

Por vezes achamos que não temos condições de prestar auxílio ou oferecer algo às pessoas. Talvez por não saber mesmo o que fazer ou por pura falta de decisão e até mesmo de vontade. Quantas atitudes estão ao nosso alcance e ficamos adiando tomá-las ou sequer entendemos o valor que elas possuem?

É aquela roupa que compramos por puro impulso e está amarelando lá no armário… É aquele alimento guardado em algum canto da cozinha com o prazo de validade quase vencido e que até agora não foi consumido (e nem vai ser)… E as “lembrancinhas” que compramos e nem chegamos a entregar pela falta de tempo?

Penso que precisamos ser mais objetivos nesta situação. Na grande maioria das vezes fazer algo por alguém é, simplesmente, fazer a parte que nos cabe. É assumir as nossas responsabilidades e deixar que os outros assumam as suas. Alguém pode achar que isso é viver de um jeito fechado, olhando para o próprio umbigo, sem querer depender de ninguém.

Naquele dia em que saí de casa, se o rapaz tivesse indicado as conversões que tinha necessidade de fazer, teria oferecido a mim e a outros tantos, um pouco mais de segurança no trânsito.

Faça o que lhe cabe. E saiba que muita coisa pode mudar à sua volta.

E se você teve a paciência de ler até aqui, só quero falar mais uma coisa: tenha um Feliz Natal e um super Ano Novo!!!
                                                                            Brás G. Antoniassi, São Paulo – SP.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

 

Uol – 02/08/2010

A quem serve as faixas de pedestre?

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Perguntas sobre trânsito

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

1- O que fazer para aumentar o comprometimento do cidadão com a melhoria do trânsito?

Informação, educação e orientação. Não é uma fórmula mágica mas, com certeza, absolutamente eficiente. Quando cada um de nós perceber a dimensão dos riscos da negligência e da imprudência no trânsito e despertar para um comportamento mais solidário, respeitoso e preventivo nas ruas e estradas do país muitas vidas serão preservadas e sofrimentos evitados.

2- Em São Paulo existe sómente uma faixa exclusiva para motos, se
existissem em maior nº ajudaria a diminuir o nº de mortos e acidentados no transito?

A resposta para essa pergunta não é simples. O planejamento viário exige a combinação de fatores específicos como fluxo de tráfego, características sobre o tipos de veículos, áreas de acesso, entre muitos outros que influenciam nas decisões. A segregação de veículos de duas rodas, com certeza, aumenta a segurança. Mas, muitas vezes compromete o fluxo de toda a via, privilegiando um tipo de veículo que por sua natureza é individualista. Precisamos de muita segurança mas também precisamos de mobilidade.

3- Os moto boys têm 2 formas distintas de remuneração; os que ganham por produção e os que têm um salário fixo. O que pode ser feito no campo trabalhista para disciplinar essa classe?

Foi aprovado pelo Congresso Nacional um projeto de lei que trata da matéria.
A atividade, pela sua natureza específica, recomenda que seja feita de
maneira organizada e institucionalizada, através de empresas legalmente constituídas que ofereçam todas as condições do mercado de trabalho convencional.

4- Frequentemente nos deparamos com o acontecimento de TOMBAMENTO DE CAMINHÕES NAS ESTRADAS E MASRGINAIS, QUAL A CAUSA E O MOTIVO DESSES ACIDENTES?

Cada caso é um caso específico e deveria merecer por parte das autoridades uma avaliação acurada. Infelizmente, ainda não desenvolvemos em nosso país a atividade da perícia independente – feita de modo profissional e isenta – muito comum em países desenvolvidos. Podemos comparar o trânsito à saúde e à medicina. Somente a partir de um diagnóstico preciso e cuidadoso será
possível identificar o mal e, aí sim, prescrever o remédio salvador.

5- Antigamente nas escolas havia um guarda municipal para fazer a travessia das crianças. Essa figura não existe mais. O guarda funcionava como uma barreira aos traficantes de drogas, etc. Você vê condições de retornar esses guardas, pois inclusive ajudavam tbem os motoristas.

Acho que essa deveria ser uma função permanente das estruturas de
fiscalização dos municípios. Não só com a presença física de seus agentes de fiscalização mas, principalmente, na capacitação e orientação de voluntários recrutados dentre os próprios escolares (a partir de uma determinada idade) e de seus responsáveis. Monitores de Trânsito, devidamente autorizados pelas prefeituras, que atuariam durante a semana nos horários de entrada e saída das aulas.

6- Qual a sua opinião sobre a velocidade máxima que um carro pode desenvolver como característica de fabricação?

Não é o veículo, sua potência ou a habilidade do motorista que definem uma velocidade segura. Isto depende das características da via, do fluxo de veículos, das condições climáticas, da visibilidade dentre muitos outros fatores. O fundamental é – no mínimo – respeitar o limite estabelecido para a via.

7- Antigamente o entulho ficava dentro do limite dos terrenos. Hoje existem as caçambas estacionadas nas ruas. Vc. vê uma alternativa para isso?

Esse fenômeno é natural para quem optou por viver em comunidades densamente povoadas. Desde que ocupando vagas determinadas para veículos – sem invadir as calçadas – e com tempo de permanência limitado ao recolhimento do entulho acho que é possível conviver com as caçambas sem grandes problemas.

8- Quais as medidas prioritárias para melhorar o transito em SP?

De curto, médio e longo prazo. Moro no Rio e não conheço muito bem os problemas de SP. Ademais, minha especialidade é prevenção e segurança no trânsito e não planejamento viário.

9- Em sua opinião, quais as principais razões para o grande
desrespeito às regras de trânsito nos finais de semana?

Finais de semana ou dias úteis a razão é a quase certeza da impunidade. Fala-se muito em “industria de multas”. Uma grande bobagem. O que há mesmo é uma grande indústria de infrações jamais autuadas. Essa afirmação é facilmente comprovada. Fique quinze minutos observando a circulação de veículos em um determinado trecho não fiscalizado de uma grande avenida e conte quantas ultrapassagens indevidas, quantos avanços de semáforos são feitos, sem contar motoristas sem cinto, falando ao celular, transportando passageiros em excesso e estacionando irregularmente.

10- Que tipos de medidas deveriam ser implementadas para aumentar a civilidade no trânsito nos finais de semana?

Como disse inicialmente, com muita educação. Educação adequada e permanente combinada com fiscalização pontual e punição célere é a maneira mais rápida para alcançarmos a civilidade e o respeito à vida no trãnsito.

11- Como cada cidadão pode contribuir para a melhoria do trânsito?

Sendo preventivo e pensando coletivamente. É preciso reconhecer que o trânsito é, sem dúvida, o maior espaço democrático do mundo. Assim como democrático também são as conseqüências de um trânsito violento. Ele não distingue vítimas. De princesas (Diana da Inglaterra) ao mais humilde anônimo, estamos todos absolutamente vulneráveis aos seus efeitos nefastos.

TRÂNSITO X UTOPIA

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

 Ruas alagadas pelo transbordamento do córrego Caboré, na zona leste de SP, após chuvas na cidade FSP 2/12/2009

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