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Sala de leitura Fanny Abramovich

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Memórias da Emília

domingo, 4 de Fevereiro de 2018


Monteiro Lobato
Ilustrações Guazzelli

A nova edição de Memórias da Emília, publicada originalmente em 1930, traz o texto integral do autor e ilustrações de Eloar Guazzelli. Na obra, a boneca de pano mais famosa da literatura brasileira conta com a ajuda do sábio Visconde de Sabugosa para montar um livro de memórias. Misturando fatos reais e invenções, Emília filosofa sobre a vida e a morte, expressa suas visões de mundo e dá palpites sobre todos os assuntos do Sítio. Além disso, relembra suas aventuras com o anjinho da asa quebrada, com Popeye e o Capitão Gancho e a visita aos estúdios da Paramount Pictures, em Hollywood.

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA

quarta-feira, 3 de Janeiro de 2018

Atividade trabalhada na Biblioteca Leitura, Arte e Poesia com alunos do 2º Ciclo da E. M. Florestan Fernandes, pela técnica de biblioteca Rilde Nunes, de Betim/MG. Peço que, ao incorporar este vídeo em seu canal, os créditos de produção do mesmo sejam devidamente registrados. Gentileza citar na descrição quem elaborou este trabalho. O conhecimento deve ser compartilhado, mas a produção do mesmo exige trabalho, tempo e quem se dispõe a fazê-lo merece ser citado.

A poesia da primeira vez

quarta-feira, 3 de Janeiro de 2018

A poesia da primeira vez
Stella Maris Rezende
Globinho

A menina Pequenininha adora brincar de estátua. E adora mais ainda virar estátua sempre que ouve uma palavra novinha em folha. Movida pela poesia da primeira vez, fica imóvel, durinha na mesma posição, hipnotizada por aquele som recém-ouvido, inédito e recheado de significado. Não demora muito para que essa mania da garota se transforme num jeito diferente, poético, de encarar as descobertas da vida.

Pequenininha é a mais nova integrante da galeria de deliciosas personagens femininas criadas pela escritora Stella Maris Rezende. Depois da aclamada trilogia composta por A mocinha do Mercado Central (Prêmio Jabuti de Livro do Ano de Ficção e em 2012), A sobrinha do poeta e As gêmeas da família (APCA de Melhor Livro Infantojuvenil de 2013), todos publicados pela Globo Livros para o público juvenil –, a autora volta a escrever para as crianças.

A poesia da primeira vez chega às livrarias como obra infantil que nada deixa a dever à melhor literatura feita para gente grande. Neste novo livro, Stella Maris retrata o olhar poético de sua Pequenininha como fonte de eterno maravilhamento. Com respeito à inteligência das crianças, não abre mão de sua prosa liricamente elaborada, não didatiza o texto nem adoça a trama. Fala da vida como ela é, sem subestimar a capacidade de discernimento de seu público.

Assim como faz em seus livros para jovens, a autora não escreve em nenhum momento olhando de cima para baixo. Em A poesia da primeira vez, ela captura a atenção das crianças valendo-se de uma dicção toda própria, que prescinde de gírias ou expressões infantilizadas para se fazer compreender. O resultado é uma obra cuja atmosfera de estranha beleza, acentuada pelas ilustrações de Laurent Cardon, deixa a criançada em transe, imobilizada com o livro nas mãos… como numa brincadeira de estátua.

TCHAU, FANNY!

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

 

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Química perfeita

domingo, 3 de dezembro de 2017

Química perfeita
Simone Elkeles
Fal Azevedo (tradução)
Globo Alt

Brittany e Alex são de mundos opostos: ela é a menina perfeita com um futuro brilhante pela frente, ele o membro de uma gangue perigosa que não tem nada a perder. Os dois não teriam nenhum contato um com o outro, se não tivessem sido forçados a ser parceiros nas aulas de química do último ano. Alex sabe que qualquer relação que Brittany tenha com ele pode colocar em risco sua reputação impecável de boa aluna e namorada dedicada e, por orgulho e diversão, aposta com os amigos que consegue fazer com que ela saia com ele. No entanto, quanto mais se aproximam, mais fica evidente que eles têm algo em comum que ninguém parece perceber: nenhum dos dois é o que se esforça tanto para ser.

Heróis à vista

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Heróis à vista
Márcio Araújo
Guilherme Alvernaz (ilustrações)
Thays Martinez (idealizadora)
Boris (inspiração)
Heróis à vista é uma homenagem à história de Boris, personagem determinante na aprovação da lei que garante o acesso de cães-guia a locais de uso coletivo no Brasil A Globo Livros lança, pelo selo Globinho, Heróis à vista, livro que transmite às crianças a importância do compromisso com a cidadania por meio de uma história de cumplicidade e esperança entre uma garotinha e seu cão-guia. Escrito por Márcio Araújo e com ilustrações de Guilherme Alvernaz, a publicação foi inspirada em Boris, cão-guia de Thays Martinez, idealizadora do livro e protagonista no processo de elaboração e aprovação da lei que autoriza o trânsito livre desses animais por todo o Brasil. Thays é fundadora do Instituto IRIS, com foco na inclusão de pessoas com deficiência, e autora de Minha vida com Boris, publicado em 2011 pela Globo Livros. Voltado para o público infantil, Heróis à vista conta a história de Boris, um cãozinho que desde pequeno sonhava em ser herói assim como seu pai e sua avó, e isso significava tornar-se um cão-guia. Depois de enfrentar desafios, como ficar longe da família, e um treinamento pesado, Boris finalmente ganha a missão de ser o guia de Luiza, uma garotinha cega com muitas habilidades e a vontade de ser detetive e viver muitas aventuras pelo mundo. Por meio de personagens inteligentes e curiosos, o livro desmistifica a deficiência visual, mostrando que pessoas cegas podem ter uma vida normal, pois contam com o desenvolvimento dos demais sentidos e até a ajuda de cães companheiros, como no caso de Luiza. Heróis à vista também traz reflexões sobre a prática do desapego, o sentido da vida e como lidar com as diferenças.

DROPZ

domingo, 1 de outubro de 2017

DROPZ         
Rita Lee
Editora Globo

“Rita Lee é múltipla. Multiartista que entretém há décadas. Suas músicas já a coroam como poeta. Sua autobiografia é um dos maiores sucessos editoriais do Brasil. Agora, ela nos entrega sua faceta de escritora de ficção. Esse livro de 61 contos, todos com ilustrações feitas por Rita, é múltiplo como ela. Múltiplo como um pacote de drops. Bem sortido. Para todos os gostos. Ora melado, ora azedinho, ora misterioso. Mas sempre delicioso. E quem te conhece, não se esquece: o dropz da Rita é com Z.”

A redoma de vidro 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A redoma de vidro         
Sylvia Plath
Chico Mattoso (tradução)
Editora Globo

Dos subúrbios de Boston para uma prestigiosa universidade para moças. Do campus para um estágio em Nova York. O mundo parecia estar se abrindo para Esther Greenwood, entre o trabalho na redação de uma revista feminina e uma intensa vida social. No entanto, um verão aparentemente promissor é o gatilho da crise que levaria a jovem do glamour da Madison Avenue a uma clinica psiquiátrica. Lançado semanas antes da morte da poeta, o livro é repleto de referências autobiográficas. A narrativa é inspirada nos acontecimentos do verão de 1952, quando Silvia Plath tentou o suicídio e foi internada em uma clínica psiquiátrica. A obra foi publicada na Inglaterra sob o pseudônimo Victoria Lucas, para preservar as pessoas que inspiraram seus personagens. Assim como a protagonista, a autora foi uma estudante com um histórico exemplar que sofreu uma grave depressão. Muitas questões de Esther retratam as preocupações de uma geração pré-revolução sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher se priorizavam a profissão ou a família, mas A redoma de vidro segue atual. Além da elegância da prosa de Plath, o livro extrai sua força da forma corajosa como trata a doença mental. Sutilmente, a autora apresenta ao leitor o ponto de vista de quem vivencia o colapso. Esther tem uma visão muito crítica, às vezes ácida, da sociedade e de si mesma, mas aos poucos a indiferença se instaura, distanciando a moça do mundo à sua volta. ‘Me sentia muito calma e muito vazia, do jeito que o olho de um tornado deve se sentir, movendo-se pacatamente em meio ao turbilhão que o rodeia’. Ao lidar com sua depressão, Esther também realiza a transição de menina para uma jovem mulher. Mais que um relato sobre problemas mentais, A redoma de vidro é uma narrativa singular acerca das dores do amadurecimento.

Johnny vai à guerra

domingo, 6 de agosto de 2017

Johnny vai à guerra
Dalton Trumbo
Tradução
: José Geraldo Couto
Editora Globo
Biblioteca Azul

Que absurdos levam uma civilização à guerra? Essa talvez seja a questão mais provocativa que perpassa Johnny vai à guerra, clássico cult do norte-americano Dalton Trumbo sobre os destroços da Primeira Guerra Mundial. A mais provocativa, mas não a única neste livro que se transformou numa bandeira contra a luta armada e a violência assim que foi lançado, em 1939.

Narrado por Joe, um sobrevivente de guerra gravemente mutilado, o livro é uma correnteza de pensamentos ora desesperados ora contemplativos que acometemesse homem imóvel num leito de hospital. Ainda que seus sentidos estejam comprometidos, o que o deixa incapaz de se comunicar, Joe está consciente. Sem saber em que país está ou se sua identidade foi reconhecida ou não, ele transborda os limites do corpo para chegar a um fluxo de consciência que transita entre as memórias e o medo de um futuro sem perspectiva.

A brutalidade perturbadora do depoimento, ao relembrar as experiências bélicas, é pontuada pelo instigante desenvolvimento de habilidades mentais e sensoriais pelo qual Joe se obriga a passar para tentar se comunicar e distinguir realidade de imaginação.

Escrita sem nenhuma vírgula, a narrativa é acelerada como um sonho em que lembranças, desejos e traumas se juntam para formar um roteiro cinematográfico – certamente uma influência que Trumbo recebeu de seu premiado trabalho como roteirista em Hollywood. A capacidade narrativa e o tema tão atual desde o momento em que veio a público fizeram deste livro uma leitura urgente e um protesto atemporal, tanto que ressurgiu na geração da Guerra do Vietnã e chega até o nosso tempo, tão assombrado pelas questões de violência e lutas armadas em nome da liberdade.

Monteiro Lobato Fábulas

terça-feira, 4 de julho de 2017

Monteiro Lobato Fábulas
Monteiro Lobato
ilustrações Alcy Linares
apresentação Ilan Brenman
Globinho

Globinho lança nova edição de Fábulas, de Monteiro Lobato, com novo projeto gráfico e texto de apresentação do escritor Ilan Brenman. Na obra, o autor apresenta histórias inspiradas nas fábulas de Esopo e La Fontaine que trazem lições ancestrais de inteligência, gratidão, identidade e autoconhecimento. Com uma narrativa adaptada à cultura nacional, Lobato traz para as crianças das novas gerações enredos bem-humorados e com reflexões que estimulam o autoconhecimento.

Dona Benta, com um livro no colo, reúne os netos e se prepara para mais uma tarde de aventuras. Desta vez, ela vai contar sobre mundos nos quais raposas, carneiros, rãs e formigas falam e transmitem aos homens os mais variados ensinamentos. Pedrinho, Narizinho e Emília discordam muitas vezes dos conteúdos das fábulas. Ao exercer, dessa maneira, seu poder de crítica, indicam que o leitor pode ele mesmo ser ativo na construção da narrativa.

Originalmente publicado como Fábulas de Narizinho, o livro logo foi ampliado, devido ao enorme sucesso na época. Fábulas ainda hoje é um dos maiores sucessos de seu autor e prova que boas histórias não envelhecem e ainda rendem muitas horas de diversão.

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