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Johnny vai à guerra

domingo, 6 de agosto de 2017

Johnny vai à guerra
Dalton Trumbo
Tradução
: José Geraldo Couto
Editora Globo
Biblioteca Azul

Que absurdos levam uma civilização à guerra? Essa talvez seja a questão mais provocativa que perpassa Johnny vai à guerra, clássico cult do norte-americano Dalton Trumbo sobre os destroços da Primeira Guerra Mundial. A mais provocativa, mas não a única neste livro que se transformou numa bandeira contra a luta armada e a violência assim que foi lançado, em 1939.

Narrado por Joe, um sobrevivente de guerra gravemente mutilado, o livro é uma correnteza de pensamentos ora desesperados ora contemplativos que acometemesse homem imóvel num leito de hospital. Ainda que seus sentidos estejam comprometidos, o que o deixa incapaz de se comunicar, Joe está consciente. Sem saber em que país está ou se sua identidade foi reconhecida ou não, ele transborda os limites do corpo para chegar a um fluxo de consciência que transita entre as memórias e o medo de um futuro sem perspectiva.

A brutalidade perturbadora do depoimento, ao relembrar as experiências bélicas, é pontuada pelo instigante desenvolvimento de habilidades mentais e sensoriais pelo qual Joe se obriga a passar para tentar se comunicar e distinguir realidade de imaginação.

Escrita sem nenhuma vírgula, a narrativa é acelerada como um sonho em que lembranças, desejos e traumas se juntam para formar um roteiro cinematográfico – certamente uma influência que Trumbo recebeu de seu premiado trabalho como roteirista em Hollywood. A capacidade narrativa e o tema tão atual desde o momento em que veio a público fizeram deste livro uma leitura urgente e um protesto atemporal, tanto que ressurgiu na geração da Guerra do Vietnã e chega até o nosso tempo, tão assombrado pelas questões de violência e lutas armadas em nome da liberdade.

Monteiro Lobato Fábulas

terça-feira, 4 de julho de 2017

Monteiro Lobato Fábulas
Monteiro Lobato
ilustrações Alcy Linares
apresentação Ilan Brenman
Globinho

Globinho lança nova edição de Fábulas, de Monteiro Lobato, com novo projeto gráfico e texto de apresentação do escritor Ilan Brenman. Na obra, o autor apresenta histórias inspiradas nas fábulas de Esopo e La Fontaine que trazem lições ancestrais de inteligência, gratidão, identidade e autoconhecimento. Com uma narrativa adaptada à cultura nacional, Lobato traz para as crianças das novas gerações enredos bem-humorados e com reflexões que estimulam o autoconhecimento.

Dona Benta, com um livro no colo, reúne os netos e se prepara para mais uma tarde de aventuras. Desta vez, ela vai contar sobre mundos nos quais raposas, carneiros, rãs e formigas falam e transmitem aos homens os mais variados ensinamentos. Pedrinho, Narizinho e Emília discordam muitas vezes dos conteúdos das fábulas. Ao exercer, dessa maneira, seu poder de crítica, indicam que o leitor pode ele mesmo ser ativo na construção da narrativa.

Originalmente publicado como Fábulas de Narizinho, o livro logo foi ampliado, devido ao enorme sucesso na época. Fábulas ainda hoje é um dos maiores sucessos de seu autor e prova que boas histórias não envelhecem e ainda rendem muitas horas de diversão.

#fui

domingo, 4 de junho de 2017

# Fui
Viviane Maurey
Globo Alt.

Lully vai viajar! E não é uma viagem qualquer: ela vai passar quatro meses em um intercâmbio nos Estados Unidos e mal pode aguentar tanta ansiedade. Vai ser a primeira vez que ela vai passar tanto tempo longe de casa, ver neve e aproveitar todas as maravilhas que o País do Cheesebúrguer pode oferecer…

A única parte difícil é esconder toda essa animação de seu namorado, Eric, que está compreensivelmente enciumado e nada satisfeito com o fato de a namorada ir viver tanta coisa nova longe dele.

Logo nos primeiros dias em Lake Tahoe, Lully já descobre qual será sua rotina: MUITA neve no hotel onde vai morar, MUITA neve na estação de ski onde vai trabalhar e MUITA neve para gelar as cervejas das festas que os novos amigos não cansam de organizar. É tudo muito diferente da vida que levava no Brasil, mas, apesar de às vezes parecer difícil se adaptar, Lully está se dando muito bem.

Mas isso é só até ela se ver obrigada a fazer uma escolha determinante para o resto de sua vida. A viagem acaba revelando o quanto suas certezas e seguranças podem ser frágeis, e que quem parte em uma grande jornada, dificilmente voltará a ser a mesma pessoa de antes…

A rosa e a adaga

quarta-feira, 3 de maio de 2017

A rosa e a adaga

Renée Ahdieh
Fabienne Mercês (tradução)
Globo Alt.

A esperada continuação de “A fúria e a aurora”, inspirado no clássico “As mil e uma noites”. Sherazade chegou a acreditar que seu marido, Khalid, o califa de Khorasan, fosse um monstro. Mas por trás de seus segredos, ela descobriu um homem amável, atormentado pela culpa e por uma terrível maldição, que agora pode mantê-los separados para sempre. Refugiada no deserto com sua família e seu antigo amor, Tariq, ela é quase uma prisioneira da lealdade que deve às pessoas que ama. Mas se recusa a ficar inerte e elabora um plano. Enquanto seu pai, Jahandar, continua a mexer com forças mágicas que ele ainda não entende, Sherazade tenta dominar a magia crescente dentro dela. Com a ajuda de um tapete velho e um jovem sábio e tempestuoso, ela concentrará todas as suas forças para quebrar a maldição e voltar a viver com seu verdadeiro amor.

Este romance trouxe um novo significado para a frase
“As histórias que tem poder”
Blog apaixonadas por livros

Que diálogos incríveis. As cenas são tão bem construídas por Renée que somos transportados para o seu universo da mesma forma que Sherazade faz com Khalid.

Blog vai lendo

Amei com todas as forças e sem sombra de dúvida esse livro foi o melhor internacional do ano, a melhor leitura, os melhores protagonistas. Leiam, vocês não vão se arrepender.

Blog paraíso das idéias

A menina dos olhos molhados

domingo, 2 de abril de 2017

A menina dos olhos molhados

Marina Carvalho
Editora Globo

“É A SEGUNDA VEZ NA VIDA QUE ENCONTRO UMA GAROTA COM ESSE TIPO DE OLHAR”

Bernardo é um excelente jornalista e suas matérias investigativas são sempre muito elogiadas. Ele só tem uma limitação – odeia trabalhar em equipe. Uma grande decepção amorosa fez com que ele se tornasse fechado e antipático. Por isso a incumbência de levar Rafaela, a nova estagiária do jornal onde trabalha, para todos os lugares, pode parecer a receita certa para uma desgraça. Mas, com o passar dos dias, Bernardo e Rafaela descobrirão que têm muito mais em comum do que a paixão pelo jornalismo…

O Punhal

quarta-feira, 1 de março de 2017


Jorge Fernández Díaz
Ryta Vinagre (tradução)
Editora Globo

O garoto dos meus sonhos não pode ser real. Desde quando consegue se lembrar, Alice tem sonhado com Max. Juntos eles viajaram o mundo, passearam em elefantes cor-de-rosa, fizeram guerra de biscoitos no Metropolitan Museum of Art… e acabaram se apaixonando.
Max é o garoto dos sonhos – e somente dos sonhos – até o dia em que Alice o vê, surpreendentemente, na vida real. Mas ele não faz ideia de quem ela é… Ou faz?

Enquanto começam a se conhecer, Alice percebe que o Max dos Sonhos em nada se parece com o Max Real. Ele é complicado e teimoso, além de ter uma namorada e uma vida inteira da qual Alice não faz parte.

Quando coisas fantásticas dos sonhos começam estranhamente a aparecer na vida real – como pavões gigantes que falam, folhas de outono cor-de-rosa incandescente, e constelações de estrelas coloridas -, Alice e Max precisam tomar a difícil decisão de fazer isso tudo parar.

Mesmo que os sonhos sejam mais encantadores que a realidade, seria realmente bom viver neles para sempre?

O garoto dos meus sonhos

domingo, 5 de fevereiro de 2017

livro-de-mesO garoto dos meus sonhos
Lucy Keating
Editora Globo

O garoto dos meus sonhos não pode ser real. Desde quando consegue se lembrar, Alice tem sonhado com Max. Juntos eles viajaram o mundo, passearam em elefantes cor-de-rosa, fizeram guerra de biscoitos no Metropolitan Museum of Art… e acabaram se apaixonando.
Max é o garoto dos sonhos – e somente dos sonhos – até o dia em que Alice o vê, surpreendentemente, na vida real. Mas ele não faz ideia de quem ela é… Ou faz?

Enquanto começam a se conhecer, Alice percebe que o Max dos Sonhos em nada se parece com o Max Real. Ele é complicado e teimoso, além de ter uma namorada e uma vida inteira da qual Alice não faz parte.

Quando coisas fantásticas dos sonhos começam estranhamente a aparecer na vida real – como pavões gigantes que falam, folhas de outono cor-de-rosa incandescente, e constelações de estrelas coloridas -, Alice e Max precisam tomar a difícil decisão de fazer isso tudo parar.

Mesmo que os sonhos sejam mais encantadores que a realidade, seria realmente bom viver neles para sempre?

Rita Lee: uma autobiografia

domingo, 1 de janeiro de 2017

ritaleeRita Lee: uma autobiografia
Rita Lee
Editora Globo

 

Nos últimos tempos eu tive um privilégio pra lá de especial: vi Rita escrever sua biografia. Era um momento que nem em meus sonhos mais loucos ousei experimentar. Como jornalista e curioso, sempre gostei de livros assim. História de gente interessante me move.  E vi nascer, daquelas mãos de fada com sua estrela de sete pontas tatuada, a melhor bio que já li na vida. Sem exagero.

No texto, Rita é de uma honestidade… Muitas vezes brutal. Que contrasta com sua doçura e com tanto amor e leveza. Sim, ela consegue colocar no mesmo capítulo faces tão diferentes e emoções tão distintas. Do primeiro disco voador ao último porre, Rita é consistente. Corajosa. Sem culpa nenhuma. Tanto que, ao ler o livro, várias vezes temos a sensação de estar diante de uma bio não autorizada, tamanha a honestidade nas histórias. A infância e os primeiros passos na vida artística; sua prisão em 1976; o encontro de almas com Roberto de Carvalho; o nascimento dos filhos, das músicas e dos discos clássicos; os tropeços e as glórias. Está tudo lá.

E você pode ter certeza: essa é a obra mais pessoal que ela poderia entregar de presente para nós. Rita cuidou de tudo. Escreveu, escolheu as fotos e criou as legendas – e até decidiu a ordem das imagens -, fez a capa, pensou na contracapa, nas orelhas… Entregou o livro assim: prontinho. Sua essência está nessas páginas. E é exatamente desse modo que a Globo Livros coloca a autobiografia da nossa estrela maior no mercado.

Sempre tive a certeza de que Rita é o maior compositor que já pisou nesse planeta (acho ruim escrever no gênero masculino, mas só assim para não deixar dúvidas de que ela está no topo dos topos). Através de suas canções, ela entrega os segredos da vida. Emoções e temas – muitas vezes complicados de se descreverem – aparecem de forma fluida, limpa, contundente. São revelações. Quem nunca se identificou com uma música dela? Quem é que não tem uma história com sua trilha sonora? É inegável sua importância para a cultura mundial. E com uma voz… uau! Jamais igualada.

Dito isso, musicalmente a sua importância é inegável. Agora, em 2016, Rita se reinventa. Mais uma vez. Nessa, como escritora. E das melhores! Mais do que uma celebração da vida de Rita, esse livro é uma sorte nossa, que vivemos na mesma época em que ela, por saber de sua história através da própria. E, mais do que sua vida, Rita entrega aqui parte importante da história do país, da cultura mundial. Conta passagens, descreve costumes e mudanças pelas quais passamos nos últimos anos.

Em um de seus inúmeros sucessos, Rita se descreve como ‘uma pessoa comum, um filho de Deus’. Ao ler esse livro, fica provado: comum é tudo o que a vida dela não é. Convido vocês a lerem cada página. E depois me digam se não estou certo. Quanto a você, Rita, só me resta dizer: obrigado por dividir sua história com a gente.

– Guilherme Samora é jornalista e estudioso do legado cultural de Rita Lee

Dias de abandono

domingo, 4 de dezembro de 2016

livroElena Ferrante

Editora Globo

 

No livro, a escritora escondida pelo misterioso pseudônimo utiliza suas palavras cortantes e sua clareza brutal para percorrer o turbilhão emocional vivido por Olga após um casamento fracassado. Traída e se sentindo abandonada pelo marido, a personagem enfrenta conflitos internos em meio à nuvem cinzenta da desolação e da nova e inquietante realidade que se apresenta.

Moradores de um apartamento em Turim, para onde Olga se mudou por conta da carreira profissional do marido, com dois filhos e um cachorro, Mario e Olga viveram ma relação de 15 anos com os altos e baixos de um casamento normal. Sem abalos que evidenciassem um término repentino, Olga ouve o discurso de seu marido anunciando que ele a deixaria naquele momento. As páginas seguintes vão desnudando cenas críticas do passado do casal, repassadas até a exaustão pela protagonista e misturadas à urgência do seu cotidiano completamente destruído.

Em Dias de abandono, Ferrante escancara a dor da rejeição moldada pelos sentimentos e particularidades de uma mulher. Em um corajoso e às vezes violento mergulho existencial, Olga vai aos poucos substituindo um atormentado desejo de redenção por algo ainda desconhecido.

Antes presa a um personagem construído pela sociedade e por suas próprias expectativas, ela se dá conta de que amou mais justamente quando se sentiu “enganada, humilhada e abandonada”. A raiva pela justificativa mentirosa do marido ao tê-la deixado, que antes parecia acender a urgência do amor, agora o esvazia. No espaço entre esses dois pólos distintos, sem amor, dentro do nada, resta a ela saber se novos sentidos podem tomar formas na urgência da vida.

Tudo que leve o nome de Elena Ferrante deve ser lido.
Boston Globe

Voz furiosa e torrencial como a da autora é algo raro.
The New York Times

TURMA DA MÔNICA LEITURA DIFÍCIL

domingo, 5 de junho de 2016

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