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terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

 

Quando uma pessoa especial assim pede.....ai vai:



Presente

Hoje recebi um presente...
veio tímido, assustado,
inusitado..
Sem pacotes , laços  ou fitas,
foi entregue naturalmente.

Diante de mim - o companheiro.
Hoje muito mais desejado,
mais amigo.
Há tempos estávamos afastados
Porém ele insistiu,
chegou.
Foi corajoso,
mesmo assustado...
Meu olhar sorriu hoje...

Zu Soares, 2013, Janeiro, São Paulo - SP.

ESTRANHA CONQUISTA

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

 


Estranha Conquista

Hoje eu acordei
De um sono que não veio
Conseqüência de uma noite
Que não escureceu
Mais uma vez.

De meus olhos lágrimas
E de minha boca
Palavras tristes
Feriram a alma.
Cansaram meu ser.

De onde veio tanta dor?
Se Deus me emprestou
Um corpo. Um lugar
E nem tudo me pertence
Então porque só esta dor...

Onde ir ...
Ou  aonde  achar
um sorriso.
Hoje , só esta dor...
A  estranha
Que me pertence.

Zuleide Soares, São Paulo - SP.
Novembro/2012

O VERSO

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

 

O verso é um doido cantando sozinho.
Seu assunto é o caminho. E nada mais!
O caminho que ele próprio inventa…
Mario Quintana

PALAVRAS

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

 

 

 

 

 

 

 

PALAVRAS

Às vezes são alegres, carinhosas,
Inovadoras, sensuais, meigas,
Importantes, tenebrosas,
Aglomeradas, Impotentes,
Monstruosas.
Desenfreadas,
Aglutinadas.
Ah essas palavras –
ditas  da boca pra fora,
no momento seguinte reforçadas,
são palavras vindas do coração.
Zuleide Soares, São Paulo – SP>

DIA DO RÁDIO

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

 

Ele acorda cedo, melhor dizendo – não dorme.
Pausa do cafezinho… Nem pensar !Desperta, orienta, fala, canta, encanta…
Denuncia, avalia, elogia. A qualquer hora – seja noite ou dia.
Não há silêncio, nem por vocação. Um antídoto pra solidão.
A harmonia. A sintonia.
Diferença no mar que a vida nos convida
nas ondas que fazem  parte do dial do dia.

Feliz 21 de Setembro
Dia do Rádio
Dia do Radialista

Grande abraço
Zuleide Soares/Set-2012

 

APELO

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

 

 

 

 

 

 

 

 

Apelo

Chora mãe
o colo cedido
pr’o filho perdido
na ilusão.

Chora a mãe
e fala forte
filho, isto é a morte
– palavras em vão…

Fala, peleja e chora
tantas mães,
muitas senhoras
que o mundo castiga
toda hora.

Mãe, genitora
que na vida
perdeu o laço, mas nunca
nega o abraço
pr’o filho perdido
na escuridão.

Chora mãe e profetiza
ajoelha,
reza,
e implora.

Pai querido,
socorre a mãe senhora.

Zuleide Soares, São Paulo – SP.

 

 

 

 

 

 

UM BEIJO

quarta-feira, 4 de julho de 2012

 

UM BEIJO
Luan Santana

Sai cantando do chuveiro
Eu sou o cara mais feliz do mundo inteiro
Noite perfeita, tá na hora, quero te encontrar.

Em frente ao espelho, tô ensaiando
A melhor forma de dizer que tô te amando
Essa é minha chance, é agora eu não posso errar

Mas bem na hora de falar com você
Travei, comecei a gaguejar
E a saida é deixar acontecer
O coração se entregar

Um beijo fala mais que mil palavras
Um toque é bem mais que poesia
No seu olhar enxergo a sua alma
Sua fala é uma linda melodia
Ninguém sabe explicar o que é o amor

Ninguém vai ser feliz sem ser amado
Meu coração de vez se entregou
Confesso que eu estou apaixonado
enviada por Denise Silveira, São Paulo – SP.

TEUS FILHOS NÃO SÃO TEUS FILHOS

quinta-feira, 3 de Maio de 2012

 

 

Teus filhos não são teus filhos.
São filhos e filhas da vida, anelando por si própria.
Vem através de ti, mas não de ti,
E embora estejam contigo, a ti não pertencem.
Podes dar-lhes amor mas não teus pensamentos,
Pois que eles tem seus pensamentos próprios.
Podes abrigar seus corpos, mas não suas almas,
Pois que suas almas residem na casa do amanhã,
que não podes visitar se quer em sonhos.
Podes esforçar-te por te parecer com eles, mas não procureis fazê-los semelhante a ti,
Pois a vida não recua, não se retarda no ontem.
Tú és o arco do qual teus filhos, como flechas vivas, são disparados…
Que a tua inclinação na mão do Arqueiro seja para alegria.

Kalil Gibran

INFÂNCIA

quinta-feira, 26 de Abril de 2012

 Infância

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
– Psiu… Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro… que fundo!

Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

Carlos Drummond de Andrade

 

QUADRILHA

quarta-feira, 25 de Abril de 2012

 

 

 

 

 

 

 

 

 

QUADRILHA

João amava Teresa que amava Raimundo

que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili

que não amava ninguém.

João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,

Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,

Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes

que não tinha entrado na história.

Carlos Drummond de Andrade:

 

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