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INOCENTES DO LEBLON

sexta-feira, 20 de abril de 2012


Os inocentes do Leblon
não viram o navio entrar.
Trouxe bailarinas?
trouxe imigrantes?
trouxe um grama de rádio?
Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,
mas a areia é quente, e há um óleo suave
que eles passam nas costas, e esquecem.

Carlos Drummond de Andrade

"CÂNTICO I"

quinta-feira, 12 de abril de 2012

 “Cântico I”

 

Não queiras ter pátria.

Não dividas a Terra.

Não dividas o céu.

Não arranques pedaços ao mar.

Não queiras ter.

Nasce bem alto.

Que as coisas todas serão tuas.

Que alcançarás todos os horizontes.

Que o teu olhar, estando em toda parte

Te ponha em tudo,

Como Deus.

Cecília Meireles

enviado por Maria Aparecida Rodrigues Silva, São Paulo – SP.

 

O DESPERTAR DOS AMANTES

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

 

 

 

 

 

O DESPERTAR DOS AMANTES

Quem teria deixado,
Enquanto nos amávamos,
O tarro de luz a nossa porta?

Mario Quintana

 

*****

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

 

 

 

 

 

 

Eu estava dormindo e acordaram-me
… e me encontrei num mundo incerto e louco!
Mas quando eu começava a compreendê-lo
um pouco,
já eram horas de dormir de novo…

Mario Quintana

VOCÊ É ESPECIAL…

terça-feira, 25 de outubro de 2011
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Oriza Martins
 
 
Me orgulho dessas pessoas
De seus gestos, seu carinho,
Em cujos braços me aninho,
Pra espantar a solidão…
Me orgulho de sua fé,
Paciência e constância,
Porque, mesmo na distância,
Me aninham no coração…
Eu me orgulho, afinal,
De quem é especial…
Me orgulho dessas pessoas
Esplendidamente boas
Que são assim como o sol
Que nos anima e aquece
Mesmo quando não se vê…
Sabe de quem me orgulho?…
– Me orgulho de você!! 
 
enviado por Adélia Rodrigues, São Paulo-SP

A MULHER BIÔNICA

terça-feira, 25 de outubro de 2011

 

 

A MULHER BIÔNICA
                     para Lindsay Wagner

Eu quero uma mulher biônica
Que me ame como uma suspirosa máquina
Domais intenso amor.
Uma mulher que quase me mate…
Mas me livre de todos os ataques!
Eu quero, eu quero uma mulher biônica
Para que eu possa, a qualquer momento,
Desparafusá-la…

Mario Quintana

 

O DESPERTAR DOS AMANTES

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

 

 

 

 

 

 

 

O DESPERTAR DOS AMANTES

Quem teria deixado,
Enquanto nos amávamos,
O tarro de luz à nossa porta?

Mario Quintana

 

O ELEFANTINHO

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

 

 

 

 

 

Onde vais, elefantinho
Correndo pelo caminho
Assim tão desconsolado?
Andas perdido, bichinho
Espetastes o pé no espinho
Que sentes, pobre coitado?

– Estou com um medo danado
Encontrei um passarinho!

Vinicius de Moraes

 

A FOCA

terça-feira, 4 de outubro de 2011

 

Quer ver a foca
Ficar feliz?
É pôr uma bola
No seu nariz.

Quer ver a foca
Bater palminha?
É dar a ela
Uma sardinha.

Quer ver a foca
Fazer um briga?
É espetar ela
Bem na barriga!

Vinicius de Moraes

 

POEMA PARA GILBERTO AMADO

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

 

Poema para Gilberto Amado

Paris

O homem que pensa
Tem a fronte imensa
Tem a fronte pensa
Cheia de tormentos.
O homem que pensa
Traz nos pensamentos
Os ventos preclaros
Que vêm das origens.
O homem que pensa
Pensamentos claros
Tem a fronte virgem
De ressentimentos.
Sua fronte pensa
Sua mão escreve
Sua mão prescreve
Os tempos futuros.
Ao homem que pensa
Pensamentos puros
O dia lhe é duro
A noite lhe é leve:
Que o homem que pensa
Só pensa o que deve
Só deve o que pensa

Vinicius de Moraes

 

 

AS SEM-RAZÕES DO AMOR

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

 

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre saves sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

"AMOR ABSTRATO"

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

 

Mesmo sem poder ver,
Sinto que é um amor que chega a dois,
É algo inexplicável,
É tanto amor que não cabe
em mim sem fazer sofrer.
Vem do fundo do coração e
toma conta de todo o meu ser.
Dominando minha cabeça e
todos os meus sentimentos.
É uma explosão de sentimentos.
É uma emoção incontrolável.
Chorar, talvez seja a melhor forma
de desabafar,
pois mesmo te dizendo o quanto
eu preciso de você,
Não seria suficiente para expressar
esse amor soberano de mim,
que me deixa sem chão,
sem forças pra dizer o quanto
eu te amo e quero você perto
de mim.
Esse amor me dixa frágil,
fazendo eu me entregar inteiramente
aos teus encantos,
me desmanchando a cada sorriso teu,
me perdendo a cada beijo e
enlouquecendo cada vez mais ao
ouvir você dizer apenas um EU TE AMO…
não posso lutar contra o meu coração.
Tentando te esquecer,
mas posso usar todo esse amor
pra te fazer feliz,
E se for preciso te conquistarei
novamente a cada dia da minha vida.

Mayara Santana de Oliveira
mayanjinhas@bol.com

 

AMOR VIRTUAL

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

 

 

 

 

 

 

 

Como um raio que surge do mnada,
Uma janela no meu monitor sobe empilhada.
Um “alerta de atenção”,
Fiquei nervoso com um mouse na mão.

Liga a “web” foi um pedido,
Eu com vergonha recusei o pedido.
Mas como numa longa jornada,
Nos conhecemos aos poucos sem ligar para mais nada.

Os “recados” confirmaram,
Que não era proibido nosso amor.
E os “depoimentos” recebidos,
Como se aqueles nunca tivessem vivido.  

Isso nunca aconteceu comigo,
Continuava as “carinhas de sorriso”.
Eu nunca tive coragem de te dizer,
Mas agora voc~e vai ter que saber,
Que eu amo você.

David Barbosa da Silva

UN DIA DESPUES DE OTRO

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

 

 

 

 

 

 

 

Un dia descubrimos
Que no vale la pena llorar
Por algo que no vuelve
Dias en que no deberia hacer acordado
Por todo lo malo
Tenemos muchas cosas para corregir
Para que nuestros dias sean felices
¿Pero cuál seria el resultado de la vida se los dias fuesen iguales?
Entonces siempre haga cosas diferentes

Donde siempre están contentos
Cada dia más aprendizaje
Mismo con los errores
Porque son ellos los mejores maestros de la vida.

Stephany Rocha

O MELHOR AMIGO

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Amigo aquele que topa qualquer parada
O que te acompanha nas furadas
E também divide contigo as gargalhadas
Ri junto e seca as tuas lágrimas

Pode ser de longe e também de perrto
Mas independente de tudo come sempre pelo certo
age na pureza e sempre na humildade
Longe de toda e qualquer negatividade

Aquele que não é para ser guardado
E sim para ser mostrado
Único e verdadeiro
É o melhor do mundo inteiro

Às vezes é mais que um irmão
Te entende de montão
E tem a maior preocupação

Alguns nunca os viu, mas mesmo assim
Já são essenciais para mim.

Jaciara regis de Oliveira
j-acy-gatinha@hormail.com

 

PROFESSOR

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

 

 

 

 

 

 

O professor disserta
sobre ponto difícil do programa.
Um aluno dorme,
cansado das canseiras desta vida.
O professor vai sacudi-lo?
Vai repreendê-lo?
Não.
O professor baixa a voz
com medo de acordá-lo.

Carlos Drummond de Andrade

LIRA ROMANTIQUINHA

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

  Por que me trancas
  o rosto e o riso
  e assim me arrancas
  do paraiso?

  Por que não queres,
  deixando o alarme
  (ai, Deus: mulheres!),
  acarinhar-me?

  Por que cultivas
  as sem-perfume
  e agressivas
  flores do ciume?

  Acaso ignoras
  que te amo,
  todas as horas,
  já nem sei quanto?

Carlos Drummond de Andrade

DIA DO PAI

sábado, 20 de agosto de 2011

MORTE DO LEITEIRO

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

 

Morte do Leiteiro                          

                                         A Cyro Novaes
Há pouco leite no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há muita sede no país,
é preciso entregá-lo cedo.
Há no país uma legenda,
que ladrão se mata com tiro.

Então o moço que é leiteiro
de madrugada com sua lata
sai correndo e distribuindo
leite bom para gente ruim.
Sua lata, suas garrafas
e seus sapatos de borracha
vão dizendo aos homens no sono
que alguém acordou cedinho
e veio do último subúrbio
trazer o leite mais frio
e mais alvo da melhor vaca
para todos criarem força
na luta brava da cidade.

Na mão a garrafa branca
não tem tempo de dizer
as coisas que lhe atribuo
nem o moço leiteiro ignaro,
morados na Rua Namur,
empregado no entreposto,
com 21 anos de idade,
sabe lá o que seja impulso
de humana compreensão.
E já que tem pressa, o corpo
vai deixando à beira das casas
uma apenas mercadoria.

E como a porta dos fundos
também escondesse gente
que aspira ao pouco de leite
disponível em nosso tempo,
avancemos por esse beco,
peguemos o corredor,
depositemos o litro…
Sem fazer barulho, é claro,
que barulho nada resolve.

Meu leiteiro tão sutil
de passo maneiro e leve,
antes desliza que marcha.
É certo que algum rumor
sempre se faz: passo errado,
vaso de flor no caminho,
cão latindo por princípio,
ou um gato quizilento.
E há sempre um senhor que acorda,
resmunga e torna a dormir.

Mas este acordou em pânico
(ladrões infestam o bairro),
não quis saber de mais nada.
O revólver da gaveta
saltou para sua mão.
Ladrão? se pega com tiro.
Os tiros na madrugada
liquidaram meu leiteiro.
Se era noivo, se era virgem,
se era alegre, se era bom,
não sei,
é tarde para saber.

Mas o homem perdeu o sono
de todo, e foge pra rua.
Meu Deus, matei um inocente.
Bala que mata gatuno
também serve pra furtar
a vida de nosso irmão.
Quem quiser que chame médico,
polícia não bota a mão
neste filho de meu pai.
Está salva a propriedade.
A noite geral prossegue,
a manhã custa a chegar,
mas o leiteiro
estatelado, ao relento,
perdeu a pressa que tinha.

Da garrafa estilhaçada,
no ladrilho já sereno
escorre uma coisa espessa
que é leite, sangue… não sei.
Por entre objetos confusos,
mal redimidos da noite,
duas cores se procuram,
suavemente se tocam,
amorosamente se enlaçam,
formando um terceiro tom
a que chamamos aurora.

Carlos Drummond de Andrade

 

CAMP-PINHEIROS

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

 

Camp-Pinheiros

 

 

 

 

 

 

Camp-Pinheiros,
uma nova experiência,
que sempre vamos utilizar;
para que no futuro possa ser,
um patrão, gerente ou administrar.

Pra sempre vou entender,
que quando estávamos na sala,
não era em e sim para no futuro,
ser um importante cidadão.

E com certeza minha mãe vou orgulhar,
num escritório e administrar.
E a todos vou ajudar,
assim como o Camp está me ajudando.

E no futuro com amigos,
vamos relembrando
que quando me alistei
não era pra ficar brincando,
mas pra sempre vou agradecer
o Camp e o professor Adriano.

Brendon Theodoro Andrade da Silva, Itanhaém – SP.

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