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O SENHOR E O SEU LIVRO

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O senhor e o seu livro

Autor: alguém tímido do CAMP São Miguel Paulista

Todo mundo tem um sonho, um desejo a ser cumprido

O dele começou no amor pelo livro!

Começou a pensar fazer o bem a toda criatura.

Um dos meios que achou foi propagando a leitura!

 

Pode ser que seus sonhos foram frustrados um dia,

Mas podemos ver em seu olhar uma intensa alegria!

Em cada palavra uma grande sabedoria,

Em seu semblante via-se paz e harmonia.

 

É esse o tipo de pessoa que nos devolve a esperança

Será que essa paz era transmitida desde criança?

Percebe-se que o amor pela leitura foi levado além!

Que ele enxergou isso como uma forma de fazer o bem!

 

Cada conselho que ele dava era importante,

Afinal quantos teriam suas vidas mudadas por levá-lo adiante?

 

*****

 

CARTAZ PARA UMA FEIRA DO LIVRO

terça-feira, 20 de outubro de 2015

 

Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem.

Mario Quintana

EPITÁFIO

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Aqui jaz o sol
Que criou a aurora
E deu luz ao dia
E apascentou a tarde

O mágico pastor
De mãos luminosas
Que fecundou as rosas
E as despetalou

Aqui jaz o sol
O andrógino meigo
E violento, que

Possuiu a forma
De todas as mulheres
E morreu no mar

Oxford, 1939
Vinicius de Moraes

 

TEMPO FELIZ

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

E quando a noite vinha chegando
E mamãe voltava da oficina,
Da sacola cinza e vinho saiam
As mais cheirosas torradas de pão doce,
E com café-com-leite sumiam

Meu mundo era esse de simplicidade,
Muito amor e espera.
Espera que não existe mais.

Shirley Alves da Silva
abril/1998

CANÇÃO DA PRIMAVERA

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Canção da Primavera
(Para Érico Veríssimo)

Primavera cruza o rio
Cruza o sonho que tu sonhas.
Na cidade adormecida
Primavera vem chegando.

Cata-vento enlouqueceu,
Ficou girando, girando.
Em torno do cata-vento
Dancemos todos em bando.

Dancemos todos, dancemos,
Amadas, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até
Não mais saber-se o motivo…

Até que as paineiras tenham
Por sobre os muros florido.
Mário Quintana

VIDA

terça-feira, 26 de agosto de 2014

 

O poder da vida, embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e afrouxa, sossega e desinquieta.
O que ela quer da gente, é coragem!

João Guimarães Rosa.

enviada por Marina Garrido, São Paulo – SP.

O CAQUI

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

“O Caqui”, de Heládio Brito:

O vento, o vento ali.
 Mínimo sol por d’entre galhos,
 de trás, de frente, álacre, o caqui.

 Um ser-aí. Cá, aqui.
 Redondo gesto e gesta vegetal
 e uma festa de cor, pingo no i.

 Bem maior que a pi-tanga,
menor que a manga,
 o seu raio (ex)sangra,
dois, vezes o pi.

 A pele trans(luz). Si dá.
 A carne é mansa. E den
tro
o hirto centro: semen
te do existir  e hí

fen do prazer.Não vi?
E é fruta.
Ou é fruto
do inconsciente? 
Abrupto
estar, não-ser-aí?

Ou é silêncio ou gri
to?
Ou é sumo ou suma
teológica?
Uma
fruta? Fruto-em-si?

Comi? Ou não comi?
E é acre. Doce. Pouca.
 Nódoa, travo na boca.
E o vento, o vento ali…”

do livro Variações sobre o prazer de Rubem Alves.
Dar uma maça a uma mulher é desejar-lhe boa saúde.
Dar-lhe um caqui é fazer-lhe uma proposta.

POESIA

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto elle está cá dentro
inquieto, vivo.
Elle está cá dentro
e não quer sahir.
Mas a poesia deste momento
inunda a minha vida inteira.

Carlos Drummond de Andrade

JOGO DA VIDA

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

 

Jogo da vida
 
Perdi a vez,
encontrei  questionamentos.
Perdi o sonho,
Ganhei  incertezas.
Perdi a vontade,
Encontrei a inércia.
Perdi a inocência,
Ganhei maturidade.
Perdi o riso,
Encontrei a seriedade.
Perdi a lágrima,
Ganhei o choro.
Perdi o tempo,
Encontrei saudade.
Perdi a vaidade
Ganhei  linhas de expressão.
Perdi a auto estima ,
Encontro-me nua.

Zuleide Soares, São Paulo - SP.
Ago/2013

SEU REFLEXO – MEU DESENHO

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Seu reflexo - meu desenho

As vezes me convenço que sou forte.
Olhar firme e determinado,
Semblante sério
e trejeitos determinados...
Eis que diante de mim um espelho ...
A  tua imagem.
N'um minuto meu reflexo se perde.
Bagunça.
Volto.   Analiso. Observo.
Somente te  vejo
Não me enxergo.

Zu Soares, 2013, Maio, São Paulo - SP.
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