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VENDE-SE TUDO

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
“A gente leva dessa vida… a vida que se leva”
 
 
 
No mural do colégio da minha filha encontrei um cartaz escrito por uma mãe, avisando que estava vendendo tudo o que ela tinha em casa, pois a família voltaria a morar nos Estados Unidos. O cartaz dava o endereço do bazar e o horário de atendimento. Uma outra mãe, ao meu lado, comentou:
– Que coisa triste ter que vender tudo que se tem.
– Não é não, respondi, já passei por isso e é uma lição de vida.
Morei uma época no Chile e, na hora de voltar ao Brasil, trouxe comigo apenas umas poucas gravuras, uns livros e uns tapetes. O resto vendi tudo, e por tudo entenda-se: fogão, camas, louça, liquidificador, sala de jantar, aparelho de som, tudo o que compõe uma casa.
Como eu não conhecia muita gente na cidade, meu marido anunciou o bazar no seu local de trabalho e esperamos sentados que alguém aparecesse. Sentados no chão. O sofá foi o primeiro que se foi. Às vezes o interfone tocava às 11 da noite e era alguém que tinha ouvido comentar que ali estava se vendendo uma estante. Eu convidava pra subir e em dez minutos negociávamos um belo desconto. Além disso, eu sempre dava um abridor de vinho ou um saleiro de brinde, e lá se iam meus móveis e minhas bugigangas.
Um troço maluco: estranhos entravam na minha casa e desfalcavam o meu lar, que a cada dia ficava mais nu. No penúltimo dia, ficamos só com o colchão no chão, a geladeira e a tevê. No último, só com o colchão, que o zelador comprou e, compreensivo, topou esperar a gente ir embora antes de buscar. Ganhou de brinde os travesseiros.
Guardo esses últimos dias no Chile como o momento da minha vida em que aprendi a irrelevância de quase tudo o que é material.
Nunca mais me apeguei a nada que não tivesse valor afetivo.
Deixei de lado o zelo excessivo por coisas que foram feitas apenas para se usar, e não para se amar. Hoje me desfaço com facilidade de objetos, enquanto que torna-se cada vez mais difícil me afastar de pessoas que são ou foram importantes, não importa o tempo que estiveram presentes na minha vida.
Desejo para essa mulher que está vendendo suas coisas para voltar aos Estados Unidos a mesma emoção que tive na minha última noite no Chile.
Dormimos no mesmo colchão, eu, meu marido e minha filha, que na época tinha 2 anos de idade. As roupas já estavam guardadas nas malas. Fazia muito frio. Ao acordarmos, uma vizinha simpática nos ofereceu o café da manhã, já que não tínhamos nem uma xícara em casa.
Fomos embora carregando apenas o que havíamos vivido, levando as emoções todas: nenhuma recordação foi vendida ou entregue como brinde.
Não pagamos excesso de bagagem e chegamos aqui com outro tipo de leveza:
“só possuímos na vida o que dela pudermos levar ao partir,”é melhor refletir e começar a trabalhar o DESAPEGO JÁ!
Não são as coisas que possuímos ou compramos que representam riqueza, plenitude e felicidade.
São os momentos especiais que não tem preço, as pessoas que estão próximas da gente e que nos amam, a saúde, os amigos que escolhemos, a nossa paz de espírito.
Felicidade não é o destino e sim a viagem
 
texto de Martha Medeiros
enviado por Sergio Mikitchuk, Brasilia-DF

CARINHO

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

 

-Seria muito fácil se pudesse comprar CARINHO no super mercado. “Dá um kilo de carinho e embrulha para presente”. Seria tão simples!! Mas não está escrito em lugar nenhum que é necessário ser simples, pelo contrário, as coisas do coração são tão importantes, quanto complexas. Feliz aquele que encontra a sua verdadeira razão de viver, o seu sentimento mais puro, a sua alma gêmea. Ela nasce conosco e se separa não para sempre, nem para o mal. Afinal ela é gêmea, perambula por entre todo “eu”.Está no pensamento triste, mas quase sempre no desejo de ser um só. No pensamento alegre, que vibra pelas conquistas e pelos desafios, no sorriso sem pudor, que rasga “conceitos e diferenças”, na alegria sem fim de um beijo doce. Então voltarei no tempo e abraçarei o meu filho, darei tudo que puder dar, um sorriso, um cheiro, um chamego e uma bitoca, uma bola de sabão que corre solta no ar….. Um abraço apertado para nunca mais escapar. Como sinto falta do teu gosto de doce de batata doce, da ciranda cirandinha, do bolo de chocolate e dos bolinhos de chuva. Desta vida nada se leva, apenas recordações que se vive na vida que se leva!!! Amo você meu filho!!!

enviado por Sandra Regina Carvalho Boschilia, sandra@ipcpe.org.br ou www.sandraboschiliablog.blogspot.com

SOBRE TEMPO E JABUTICABAS

terça-feira, 1 de novembro de 2011

 

 
“Contei meus anos e descobri que, com absoluta certeza, terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em  reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for.

Lembrei-me agora de Mário de Andrade, que afirmou: ‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos.’ Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial!

Rubem Alves

 

 

UM ALMOÇO E DUAS COMPANHIAS

terça-feira, 13 de setembro de 2011

 

Um almoço e duas companhias

Por Adelcir Oliveira

Não me recordo quem estava ali comigo. Não é descaso meu, minha memória que é falha. Lembro-me apenas que tocava uma canção, qual exatamente eu não sei. Era Chico Buarque, disso eu me lembro perfeitamente. E que também me surpreendi ao ouvir a canção. Foi no exato momento em que coloquei meu almoço para esquentar no microondas. Fechei a tampa e fui para a janela esperar. Surpreendentemente, ouvi Chico. E não conseguia saber de onde vinha aquele belo som. Tudo ali, no coração de São Paulo. Almocei acompanhado por Chico e pela pessoa que não me lembro quem era…

AS TRES GRAÇAS

terça-feira, 23 de agosto de 2011
Um doutor em estética do corpo, ao visitar o Museu do Prado, em Madri, achou que as Três Graças, na tela de Rubens, sofriam de celulite , mais acentuada na Graça do centro.
Procurou o diretor do museu e sugeriu-lhe que o quadro fosse submetido a
tratamentos especial, de modo a ajustar nos nus femininos aos cânones de beleza e higidez que hoje cultuamos.
O diretor ouviu-o polidamente e respondeu que nada havia a fazer, pois as
obras-primas do passado são intocável, salvo quando acidente ou atentado tornam imperativa a restauração. Além do mais, pode ser que no século XVII o que hoje chamamos de celulite fosse uma graça suplementar.
À noite, o esteta inconformado tentou penetrar no museu, foi impedido e preso.
Interrogado, explicou que queria raptar o quadro e confiá-lo a famoso especialista em cirurgia plástica, pois o caso não era de restauração nem de regime alimentar.
Seria a primeira vez em que uma obra de arte receberia tratamento medico especializado, feito o qual tornaria ao museu.
O homem foi mandado embora, com a advertência de que sua presença não
seria mais tolerada em museus espanhóis. E aconselhado a freqüentar  assiduamente as praias, para se habilitar às imperfeições do corpo humano, que formam a perfeição relativa.
 
Carlos Drummond de Andrade

PASSEIO SOCRÁTICO

terça-feira, 10 de maio de 2011

 

 

 

Frei  Betto

Ao  viajar pelo Oriente mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do  Japão e da China.
Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.  Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São  Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares,  preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já  haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um  outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: ‘Qual dos dois  modelo produz felicidade?’

Encontrei  Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: ‘Não foi à  aula?’ Ela respondeu: ‘Não, tenho aula à tarde’. Comemorei: ‘Que bom, então de  manhã você pode brincar, dormir até mais tarde’. ‘Não’, retrucou ela, ‘tenho  tanta coisa de manhã…’ ‘Que tanta coisa?’, perguntei. ‘Aulas de inglês, de  balé, de pintura, piscina’, e começou a elencar seu programa de garota  robotizada. Fiquei pensando: ‘Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de  meditação!’

Estamos construindo  super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do  interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não  tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em  relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos:
‘Como  estava o defunto?’. ‘Olha, uma maravilha,
não tinha uma celulite!’ Mas como  fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a  palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga  íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de  prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos  virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais…

A  palavra hoje é ‘entretenimento’; domingo, então, é o dia nacional da  imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a  publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é  o resultado da soma de prazeres: ‘Se tomar este refrigerante, calçar este tênis, ­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!’ O problema é  que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que  acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a  neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento  globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para  uma boa saúde mental  três requisitos são indispensáveis: amizades,  auto-estima, ausência de estresse.

Há uma  lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média,  as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil,  constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de  missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há  mendigos, crianças de rua, sujeira pelas  calçadas…

Entra-se naqueles claustros  ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista.  Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos  de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito,  entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno… Felizmente, terminam todos na  eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo  hambúrguer do Mc Donald…

Costumo  advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: ‘Estou apenas fazendo  um passeio socrático. ‘ Diante de seus olhares espantados, explico: ‘Sócrates,  filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro  comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:

“Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !”

enviado por Marina Garrido, São Paulo – SP.

DE FEIJÕES E PROBLEMAS

sexta-feira, 6 de maio de 2011

 

Ah, esses monges…

Reza a lenda que um monge, próximo de se aposentar, precisava encontrar um sucessor. Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia sucedê-lo. Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio, para colocar a sabedoria dos dois à prova: ambos receberiam alguns grãos de feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha.

Dia e hora marcados, começa a prova. Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar. No meio da subida, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor. Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.

Prova encerrada, todos de volta ao pé da montanha para ouvir do monge o óbvio anúncio. Após o festejo, o derrotado aproxima-se do vencedor e pergunta como ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos:

– Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei – foi a resposta.

Carregando feijões ou problemas, há sempre um jeito mais fácil de levar a vida.
Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento é você quem determina.

enviado por Marina Garrido, São Paulo – SP.

O sentido da vida

quarta-feira, 30 de março de 2011

 

 

Morrie Schwartz

 

 

 

 

       

      

        Morrie Schwartz

 

– Temos uma forma de lavagem cerebral em nosso país.
– disse suspirando. – Sabe como se levaram cérebros?
Repete-se uma coisa constantemente. É isso que fazem em nosso país.
Possuir coisas é bom. Mais dinheiro é bom. Mais posses é bom.
Mais consumo é bom. Mais é bom. Repetimos isso, e nos repetem
isso constantemente, até ninguém sequer pensar em
pensar diferente. O cidadão comum fica tão zonzo com isso
que perde a perspectiva do que é verdadeiramente importante.
 
– Em toda parte por onde andei, conheci pessoas querendo
abocanhar alguma coisa. Abocanhar um carro novo. Uma
nova propriedade. O brinquedinho mais recente. Depois que
abocanham, precisam contar aos outros: “Sabe o que comprei?
Adivinhe o que comprei.”
 
– Sabe como sempre interpretei isso? São pessoas tão famintas
de amor que aceitam substitutos. Abraçam coisas materiais
e ficam esperando que essas coisas retribuam o abraço. Nunca
da certo. Não se pode substituir amor, ou suavidade, ou
ternura, ou companheirismo, por coisas materiais.
 
– Dinheiro não substitui ternura, poder não substitui ternura.
Escreva o que estou dizendo, sentado aqui perto da
morte: quando mais se precisar dos sentimentos que nos faltam,
nem dinheiro nem poder nos podem dá-los, não importa
quanto dinheiro nem quanto poder possuímos.
 
(Trecho do livro a Ultima Grande lição – O Sentido da Vida, do autor Nitch Albom.)

 

Morrie Schwartz

 

 

 

 

sexta-feira, 11 de março de 2011

A Minhoca de Metal

Por Leco Vilela
metro-ok
Dentro da minhoca de metal você vê a vida passar e nem se percebe ao mexer, nessa rotina aturdida de todos os dias, nem ouve o som do tilintar dos trilhos.

Sentado diante da janela dos olhos da minhoca, você vê a paisagem se distorcer num ZOOM. As imagens se formam e se dilatam enquanto os olhos piscam.
A velocidade nunca cessa. E nesse ritmo a cada manhã a minhoca come para depois regurgitar cada um de nós, aqueles que não deixam a cidade parar.


Leco Vilela é estudante de jornalismo e autor do blog Nome da Coisa

 

MICROCONTO DE VERÃO

quinta-feira, 3 de março de 2011

 

 

 

 

 

Por Adalmir Sandro

Ao ouvir que diante do mar somos todos insignificantes, ela se levantou, cingiu-se com a canga, pegou seus pertences, seus objetos, sua vida e seu orgulho e voltou para a sua cidade na montanha, onde era alguma coisa.
Adalmir Sandro é Psicólogo e Professor
http://pilulasliterariasdocotidiano.wordpress.com/

REI DE ESPANHA

domingo, 9 de janeiro de 2011

Havia um rei de Espanha que se orgulhava muito de sua linhagem, e que era conhecido por sua crueldade com os mais fracos.
Certa vez, caminhava com sua comitiva por um campo de Aragón, onde – anos antes – havia perdido seu pai em uma batalha.
Ali encontrou um homem santo remexendo uma enorme pilha de ossos.
– O que fazes aí? – perguntou o rei.
– Honrada seja Vossa Majestade – disse o homem santo. – Quando soube que o rei de Espanha vinha por aqui, resolvi recolher os ossos de vosso falecido pai para entregar-vos.
Entretanto, por mais que procure, não consigo achá-los: eles são iguais aos ossos dos camponeses, dos pobres, dos mendigos e dos escravos.

Paulo Coelho

CASAMENTO

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

 

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: “Tenho algo importante para te dizer”. Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: “Por quê?”

Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou “você não é homem!” Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.

Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. “Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio” ,disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo “O papai está carregando a mamãe no colo!” Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho “Não conte para o nosso filho sobre o divórcio” Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse “Todos os meus vestidos estão grandes para mim”. Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso… ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração….. Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse “Pai, está na hora de você carregar a mamãe”. Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: “Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo”.

Eu não consegui dirigir para o trabalho…. fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia…Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela “Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar”.

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa “Você está com febre?” Eu tirei sua mão da minha testa e repeti “Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: “Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe”.

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama – morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio – e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!
                                              enviado por Monica Cristovao Boccatto, São Paulo – SP.

 

sexta-feira, 9 de julho de 2010

  

CHEROKEES

O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde,
venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.
O filho se senta sozinho no topo de uma montanha
toda a noite e não pode remover a venda até os raios
do sol brilharem no dia seguinte. 
Ele não pode gritar por socorro para ninguém. 
Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem. 

Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque
cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo,
enfrentando o medo do desconhecido. 
O menino está naturalmente amedrontado. 
Ele pode ouvir toda espécie de barulho. 
Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele. 
Talvez alguns humanos possam feri-lo.
Os insetos e cobras podem vir picá-lo. 
Ele pode estar com frio, fome e sede.
O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos,
mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda. 

Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem. 
Finalmente.. .
Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.
Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele. 
Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.
                                                                           
                                                                                  enviado por Heloise Del Nero

sábado, 24 de abril de 2010

 

 

Para Alguns Seres Especiais

 

Tem sempre presente, que a pele se enruga, que o cabelo se torna branco.
Que os dias se convertem em anos, mas o mais importante não muda!
Tua força interior e tuas convicções não tem idade.
Teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada trunfo, há outro desafio.
Enquanto estiveres vivo, sinta-te vivo.
Se sentes saudades do que fazias, torna a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amareladas.
Continua, a pesar de todos esperarem que abandones.
Não deixes que se enferruje o ferro que há em você.
Faz com que em lugar de pena, te respeitem.
Quando pelos anos não consigas correr, trota.
Quando não possas trotar, caminha.
Quando não possas caminhar, usa bengala.
Mas nunca te detenhas!

Madre Teresa de Calcutá

 

enviado por

LUCAS – POA

sábado, 10 de abril de 2010

 

INSUBSTITUÍVEL

 

Seja insubstituível pela vibração, pela emoção,
pelo toque especial de viver e de amar, tá?

Queira ser insubstituível pelo esforço
de viver uma vida digna, de valor,
de vencedor, de persistência, de guerreiro.

Seja insubstituível pelo desejo de
passar por essa vida deixando suas marcas boas
e importantes nas pessoas, como se fosse rastros de luz,
como se fosse verdadeiro presente de Deus.

Seja insubstituível para mim como sou para você!

                                                                           enviado por Priscila Alves Pereira

Terapia do Elogio

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A. Nogueira (Psicólogo)

Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente
pesquisa onde nota-se que os membros das famílias brasileiras estão cada
vez mais frios, não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades,
só se ouvem críticas. As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se
desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso, os relacionamentos
de hoje não duram.

A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e
alta renda. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa,
não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais
pais e filhos se elogiando, amigos, etc.

Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a
imagem para ganhar dinheiro e que, por conseqüência são pessoas que tem a
obrigação de cuidar do corpo, do rosto.

Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias. A falta de diálogo
em seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que
sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios. Acabam com seus
casamentos, acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro
de casa.

Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados. Vamos
elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos
parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.

Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser
reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe
gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher que
se cuida, o homem que se cuida, enfim vivemos numa sociedade em que um
precisa do outro, é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a
motivação na vida de qualquer pessoa.

Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?

Então elogie alguém hoje!

Eu começo!!

Você é muito especial e com certeza

o mundo é bem melhor por causa de você!

 

Enviado por Lucas – POA

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

DEPOIS DE ALGUM TEMPO

 

“Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e
acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia
nem sempre significa segurança. E começa aprender que beijos não são contratos, e
que presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça
erguida e os olhos adiante, com graça de um adulto e não a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é
incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair meio em vão.”
“Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por
muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas
simplesmente não se importam… E aceita que, não importam quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo (a) de vez em quando, e você precisa perdoa-la por isso. Aprende que
falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir
confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um
instante, das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras
amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que
você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos
permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos
que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se
importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as
pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.”
“Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas
que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve
comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito
tempo para se chegar aonde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão,
e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.”
“Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,enfrentando
as consequências. Aprende que paciência requer muita prática.Descobre que algumas
vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas
pessoas que o ajudam a levantar-se. Aprende que a maturidade tem mais a ver com
tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos
aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você
supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe
dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que
você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem
pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes,
você tem que aprender a perdoar a si mesmo.”
“E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não
pára, para que você
junte seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe
traga flores. E você aprende realmente que pode suportar… que realmente é forte, e
que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida
tem valor diante da vida !!!”

Shakespeare

 

                                                                                        Enviado por : Janina Batista – S.P

Ayúdate, que el cielo te ayudará

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

 

Se cuenta que un sabio caminaba con los discípulos por un sendero escabroso, cuando encontraron un hombre piadoso que, arrodillado, le rogaba a Dios que lo ayudara a sacar su coche del lodazal.

Todos miraron al devoto, se sensibilizaron y siguieron su camino.
Unos kilómetros más adelante, había otro hombre, que estaba, igual que el anterior, con su coche detenido en un atascadero. Éste, no obstante, vociferaba reclamando, pero intentaba con mucho empeño rescatar el vehículo.
 
Conmovido, el sabio propuso a sus discípulos que lo ayudaran.
Reunieron todas sus fuerzas y consiguieron retirar el transporte del atascadero. Tras agradecer el viajante se marchó feliz.
Los aprendices sorprendidos, indagaron al maestro: “Señor, el primer hombre oraba, era piadoso y no lo ayudamos.”
 
“Éste, que era rebelde e incluso rogaba plagas, recibió nuestro apoyo. ¿Por qué?”
Sin perturbarse, el noble profesor contestó:
“Aquél que oraba, esperaba que Dios viniera a efectuar la tarea que a él competía.”
 
“El otro, aunque desesperado por ignorancia, se empeñaba, y merecía ayuda.”
 
***
 
Muchos de nosotros solemos actuar como el primer viajante. Ante las dificultades que nos parecen insolubles, nos acomodamos, esperando que Dios haga la parte que nos cabe para solucionar el problema.
Nosotros podemos y debemos emplear nuestros esfuerzos para mejorar la situación en la que nos encontramos.
 
Hay personas que quieren ver los obstáculos retirados del camino por manos invisibles, y se olvidan que esos obstáculos, en su mayoría, han sido allí colocados por nosotros mismos, cabiéndonos ahora, la responsabilidad de retirarlos.
Algunos se dejan caer en un aletargamiento alegando que la situación está difícil y que de nada vale luchar.
 
Otros no tienen perseverancia, y abandonan la lucha tras ligeros esfuerzos.
Con propiedad afirma la sabiduría popular que “piedra que rueda no forma limo”, sugiriendo alteración de ruta, movimiento, dinamismo, realización.
 
No basta pedir ayuda a Dios, es necesario buscar, según enseña Jesús: “buscad y encontraréis”, “llamad y se os abrirá”.
Debemos, por lo tanto, hacer nuestra parte que Dios nos ayudará en lo que no esté en nuestro alcance para solucionar.
  
Sería ideal que, sin reclamar y pensando correctamente, hiciéramos esfuerzos para retirar del atolladero el coche de nuestra existencia, para que siguiéramos adelante, felices, con coraje y disposición. Confiantes de que Dios sostendrá nuestras fuerzas para que podamos triunfar. 
                                                                                                 Redacción del Momento Espírita

terça-feira, 24 de novembro de 2009

 

Solução para a crise econômica!

Mês de agosto, às margens do Mediterrâneo. Chovia muito e o vilarejo estava totalmente abandonado.

Eram tempos muito difíceis e todos tinham dívidas e viviam de empréstimos.

De repente, chega ao vilarejo um turista muito rico. Entra no único hotel do vilarejo, coloca sobre o balcão uma nota de 100 euros e sobe as escadas para escolher um quarto.

O dono do hotel pega os 100 euros e corre para pagar sua dívida com o açougueiro.

O açougueiro pega o dinheiro e corre para pagar o criador de gado.

O criador pega o dinheiro e corre para pagar a prostituta do vilarejo, que por conta da crise, trabalhou fiado.

A prostituta corre para o hotel e paga o dono pelo quarto que alugou para atender seus clientes.

Nesse instante, o turista desce as escadas após examinar os quartos, pega o dinheiro de volta, diz que não gostou de nenhum dos quartos e abandona o vilarejo.

Ninguém lucrou absolutamente nada, mas toda a aldeia vive hoje sem dívidas, otimista por um futuro melhor….

Simples e genial!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Os seis

Seis homens ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve. Teriam que esperar até ao amanhecer para poderem receber socorro.

Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse – eles sabiam -, todos morreriam de frio antes que o dia clareasse.

Chegou a hora de cada um colocar a sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.

O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então ele raciocinou consigo mesmo:

 – “Aquele negro! Jamais darei a minha lenha para aquecer um negro”. E guardou-a, protegendo-a dos olhares dos demais.

O segundo homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu no círculo em torno do fogo bruxuleante, um homem da montanha, que trazia a sua pobreza no aspecto do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas ao valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou:

 – “Eu? Dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso?” E
reservou-a.

O terceiro homem era um negro. Os seus olhos faiscavam de ira e
ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela
superioridade moral que o sofrimento ensina. Seu pensamento era muito prático:

 – “É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria a minha lenha para salvar aqueles que me oprimem”. E guardou a sua lenha com cuidado.

O quarto homem era um pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Ele pensou:

 – “Esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar a minha lenha.”

 O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando
fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com as suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil.

O último homem trazia, nos vincos da testa e nas palmas calosas das mãos, os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido.

 – “Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a
ninguém nem o menor dos meus gravetos”.

Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira cobriu-se de cinzas e finalmente apagou-se. Ao alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegaram à caverna, encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de Socorro disse:

– “O frio que os matou não foi o de fora, mas o frio que veio de dentro“.

Autor desconhecido

Que o “amor” seja  a luz em teu caminhar…

Que seja a força para vencer todos os obstáculos.

Que seja o ”amor” a maneira de melhor ver e aceitar o semelhante.

                                                                      enviado por Lucas

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